Por que a sondagem é importante para minha obra?

A sondagem é o primeiro passo para qualquer tipo de construção.
Muitas pessoas se deparam com esse questionamento quando vão fazer algum tipo de construção “Para que serve a sondagem?”
Com a sondagem é possível checar a resistência do solo e construir sem perigo.
Por isso viemos mostrar algumas razões muito importantes e indispensáveis, para não deixa-la de lado.
Fizemos uma lista com três itens para você se preparar melhor para sua obra e evitar possíveis problemas.
1- Evite Riscos
Imagina juntar dinheiro para a reforma ou construção que você sempre planejou, e depois de pronto, tudo isso ir por água abaixo?
Pois é, a sondagem é o procedimento técnico que analisa o solo onde você pretende construir ou reformar, e diz se o terreno está apto ou não, para a realização da obra.
Por mais simples que seja a construção é importante não pular essa etapa.
2- Economize tempo e dinheiro
O estudo do solo também consegue dizer se o seu projeto é viável financeiramente, fazendo você economizar tempo e dinheiro.
O custo varia de acordo com o tamanho da obra, quanto maior for o terreno, mais pontos de reconhecimento serão necessários.
O valor da sondagem representa, em média, 1% do total gasto com a construção.
3- “Prevendo o Futuro”
A análise do solo pode evitar problema futuros com a sua obra, entre eles:
Trincas e rachaduras;
Afundar a edificação;
Tubulações rompidas;
Os tipos de sondagem
Há diversas técnicas usadas para o estudo e identificação do solo.
Todos os métodos de sondagem tem o mesmo objetivo, mas cada um supre uma necessidade, os mais utilizados são:
Sondagem à percussão;
Sondagem rotativa;
Sondagem a trado;
O processo
Escolhido o terreno, é feito o projeto arquitetônico em desenho, e antes de iniciar a obra é fundamental fazer a análise do solo.
A empresa geotécnica determinará a quantidade e o posicionamento dos furos.
Depois de locar os furos no terreno, é iniciada a execução dos ensaios e coleta das amostras, que após serão analisadas e registradas no boletim de campo.
As amostras coletadas serão analisadas em laboratório.
Feito a análise, serão definidos a fundação, o dimensionamento e a necessidade de estudos geológicos mais aprofundados.
O boletim é elaborado após a análise visual e tátil do solo coletado, contendo a descrição, e desenho do tipo de solo.
Converse com a empresa contratada e acerte detalhadamente como será feita a cobrança.
Normalmente, o valor é cobrado por metro perfurado, mais custos adicionais, como por exemplo mobilização e uso de água, para realizar o estudo.
É preciso ficar atento na hora de contratar a empresa para a execução do serviço, pois ela e seus responsáveis técnicos precisam estar registrados no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, o CREA.
Agora que você já sabe o que é, e para que serve a sondagem, saiba mais sobre os tipos de sondagem ideais para sua obra, e como é procedimento de cada serviço.
Quais são os tipos de sondagem?

Como saber quais tipos de sondagem devo fazer?
Muitas vezes quando vamos construir, ficamos em dúvidas por onde começar, e quando se trata de obra, um dos primeiros passos é a sondagem. Mas como saber dos tipos de sondagem, qual o ideal para minha obra?
Fizemos uma lista com os 3 principais tipos de análise de solo para ajudar você!
Existem muito tipos de sondagem, mas os 3 mais usados são:
Sondagem à percussão (SPT);
Sondagem a trado;
Sondagem rotativa;
O que é sondagem à percussão? (SPT)
A sondagem à percussão ou sondagem SPT é o tipo de sondagem mais utilizada no Brasil.
Este estudo é um dos métodos usados para investigar a resistência do solo e subsolo.
Possibilita ter informações sobre o nível do lençol freático, a carga que cada camada do subsolo suporta, além de como reagem ao receber a carga.
É uma das técnicas mais usadas na engenharia devido à facilidade para a execução, o custo baixo e a possibilidade de trabalho em locais mais difíceis.
A sondagem à percussão também é conhecida como sondagem SPT, (Standard Penetration Test) que significa “teste de penetração padrão”.
O que é sondagem SPT-T ? (Com torque)
A sondagem SPT T ou sondagem a percussão com torque, é uma técnica que mede o torque em sondagens de simples reconhecimento. Além das informações obtidas na sondagem tradicional, temos outras informações alcançadas pelo torque máximo e residual de cada amostra.
A Sondagem SPT-T é ideal para reconhecer o terreno antes do início de qualquer obra, a sondagem SPT T é a investigação mais conhecida por sua eficiência.
Quais são vantagens da Sondagem SPT-T
Além de apresentar uma classificação do solo detalhada, a sondagem SPT T conta com algumas vantagens em relação a outras técnicas que determinam a escolha da fundação:
Deslocamento facilitado por utilizar equipamentos de pequeno e médio porte;
Pode ser realizada em locais de difícil acesso;
Rapidez para determinar a resistência e classificar o solo em questão.
Utilizada como método complementar à sondagem a percussão (SPT), o diferencial é o uso do torque para coletar dados mais específicos, acrescentando qualidade aos resultados.
Qual a utilidade do torquímetro?
Quando o processo de sondagem a percussão termina, cravação do amostrador, um torquímetro é acoplado nas hastes para iniciar a sondagem SPT T. A partir do torque, é possível obter duas medidas, uma que é o valor máximo do torque e outra que corresponde ao torque residual.
Os resultados da Sondagem SPT-T:
Os resultados obtidos através das amostras coletadas em uma sondagem SPT T determinam:
Variações das camadas do terreno;
Natureza do solo em questão;
Resistência do solo por camada;
Profundidades e espessuras de cada camada e tipo de solo encontrado;
A existência de lençol freático e qual o nível de água;
O torque necessário para que a aderência do amostrador cravado seja superada a cada metro de perfuração.
O que é sondagem a trado?
A sondagem a trado é basicamente a coleta de amostras que permite distinguir o tipo de solo e o tipo de camadas do subsolo, realizada para o simples reconhecimento do solo.
A sondagem a trado pode ser feita de duas maneiras diferentes:
Trado manual;
Trado mecânicos;
Trado Manual
A sondagem a trado manual é muito utilizada para a definição do nível do lençol freático e geralmente penetra apenas em camadas de solo com baixa resistência e acima do nível d’água.
As amostras colhidas, sempre serão deformadas, pois o solo não mantém as propriedades físicas depois de retirado da natureza. Com essas amostras é possível determinar o perfil geológico do solo e suas características.
Trado Mecânico
A sondagem a trado mecânica é um processo utilizado para perfurações mais profundas, em solos com alta resistência.
A sondagem a trado é um processo de perfuração rápida, muito utilizada por ser de baixo custo, e relativamente limpa, pois não produz lama.
O que é sondagem rotativa?
A sondagem rotativa é o processo de sondagem indicado para superfícies de altíssima resistência como, por exemplo, rochas.
A perfuração é feita com ferramentas cortantes para colher a amostra e analisá-la.
Com base na análise dessas informações, a caracterização do solo-rocha fica muito mais precisa – o que é de extrema importância para o trabalho da Engenharia Civil (já que muitos empreendimentos são erguidos justamente sobre as camadas de rocha).
O trabalho de sondagem rotativa inicia-se com a sondagem à percussão (SPT) até que se alcance a camada de rochas. Em seguida, com o uso de sondas rotativas, a equipe continua o trabalho de penetração para retirar amostras da rocha atravessada, podendo atingir grandes profundidades.
A sondagem rotativa é o estudo mais completo da Geologia, permitindo retirar, recuperar e analisar o tipo de rocha, passo fundamental para determinar o tipo de fundação mais adequado para a obra.
Como analisar qual é a melhor sondagem para o terreno?
A escolha de qual método de sondagem mais adequado para o terreno, vai ser determinada pelo tipo de solo presente na área do estudo.
O ideal é começar com a metodologia mais barata, buscando identificar todas as informações possíveis.
Caso o tipo de sondagem não obter todas as informações, deve-se recorrer a alternativas diferentes.
Uma interpretação errônea pode ser crucial para determinação das profundidades dos solos.
Quando os resultados não estão certos, a edificação pode apresentar problemas de ordem estrutural, talvez pela escolha errada do tipo de fundação, determinado pela sondagem feita anteriormente.
Determinada essas diretrizes, afirmamos que uma investigação de solo bem realizada é fundamental para escolha certa do tipo de fundação, trazendo a diminuição de custos da obra e maior durabilidade sem riscos.
O que é sondagem de solo?

ondagem de solo é um processo de exploração, estudo e reconhecimento do solo, é a etapa da obra em que se estuda e analisa o solo, sua resistência e suas propriedades.
Depois do terreno ser decidido e com o projeto arquitetônico praticamente desenhado, antes de dar início à construção é fundamental fazer à análise do solo, ou seja, a sondagem.
Quem fará a sondagem é a empresa de investigação geotécnica. O engenheiro estrutural ou projetista usará os parâmetros obtidos para fazer o cálculo das fundações.
Para que serve a sondagem de solo?
A sondagem de solos é feita depois do projeto arquitetônico, antes de dar início a qualquer processo de construção civil.
A sondagem é a primeira etapa de uma construção.
Basicamente a sondagem de solos é feita após a escolha do terreno, para validar ou não, a possibilidade da obra ser realizada tal como o planejado.
Com as informações obtidas durante o ensaio, o arquiteto ou o engenheiro terá condições de montar um projeto arquitetônico coerente e de acordo com as possíveis restrições observadas
A sondagem viabiliza a minimização dos custos da obra, possibilita a escolha da fundação adequada para o projeto e evita muitas dores de cabeça no futuro para o proprietário.
Por que eu devo investir em sondagem de solo?
Imagine a seguinte situação, você está prestes a adquirir um terreno no qual pretende erguer o empreendimento dos seus sonhos. Entre as ofertas disponíveis no mercado, duas opções lhe parecem interessantes e têm preços similares.
Para decidir qual delas vale mais a pena, é importante conhecer todos os detalhes referentes ao solo de cada terreno – como nível d’água, resistência, tipo de solo ou rocha que compõem o subsolo.
Estas informações, que resultam da investigação geotécnica do solo, são fundamentais, porque determinarão qual tipo de fundação, consequentemente, qual tipo de investimento será ideal para a sua construção.
Ou seja, com um simples serviço de sondagem de solo, você pode vir a poupar uma quantia considerável ao escolher por um terreno cuja fundação sairá mais em conta.
Qual a diferença entre os tipo de sondagem de solo?
Em resumo, a Sondagem à Percussão (SPT) é feita para determinar parâmetros de resistência à penetração, nível do lençol freático e o perfil geológico do subsolo.
A partir da Sondagem à Percussão (SPT) e seus resultados, é possível, por exemplo, determinar com precisão o tipo de fundação necessária à cada empreendimento, tais como predial, estabilização de taludes, encostas e obras de terra.
A Sondagem à Percussão com Torque (SPT-T), por sua vez, é similar à SPT, mas mede também o atrito lateral do solo por meio de um torquímetro.
Já a Sondagem Rotativa (mista Solo e Rocha) é aquela realizada quando se constata a presença de uma ou mais camadas de rocha no subsolo.
Trata-se do mais completo estudo disponível para a Geologia de Engenharia já que, por meio desta investigação, a equipe de sondagem consegue retirar, recuperar e analisar o tipo de rocha – o que é determinante para que se defina o tipo de fundação mais adequado à construção.
Existe também a Sondagem a Trado, que é realizada para o simples reconhecimento do solo e consiste basicamente na coleta de amostras que permitam distinguir o tipo de solo e de camadas de subsolo.
Constituído por uma haste metálica acoplada à sua extremidade, o trado é operado manualmente para que se obtenha informações relativamente simples e iniciais, como a verificação do nível d’água.
Como são entregues os resultados da sondagem de solo?
Os resultados da sondagem de solo, são entregues através dos relatórios de sondagem.
Todos os ensaios e procedimentos de sondagem realizados geram um relatório específico e detalhado, que deve ser produzido e assinado por geólogos e engenheiros devidamente habilitados e registrados.
A seguir um exemplo de relatório de sondagem à percussão:
Entre outros aspectos, esses documentos revelam todas as informações necessárias às obras solicitadas, como a caracterização detalhada do solo.
O que contém nos relatórios?
O relatório de sondagem inclui a resistência à penetração (SPT), nível d’água, a origem geológica da formação identificada, a consistência e compacidade das camadas do solo, subsolo e etc.
Seguindo as normas da ABNT, dependendo do tipo de ensaio realizado, os relatórios apresentam ainda a planta do terreno, a posição dos pontos de sondagem, e os resultados encontrados em cada ponto.
Para que isso seja possível, outra recomendação de extrema importância é que se siga exatamente os devidos protocolos de coleta e catalogação das amostras de solo e subsolo retiradas durante os procedimentos.
Como eu faço a interpretação do relatório da sondagem de solo?
É cada vez mais comum que pessoas físicas, não especializadas em engenharia civil, solicitem sondagens de solo por conta própria por compreenderem a importância desse trabalho.
Se este é o seu caso, assegure-se que a empresa de sondagem contratada lhe forneça, ao final dos ensaios, um relatório de sondagem preciso e detalhado.
A Geologics conta com uma equipe especializada que pode lhe ajudar a traduzir essas informações para que possa aplicá-las da melhor maneira possível na execução da sua obra.
Onde é feita a análise da sondagem de solo?
As amostras coletadas serão analisadas em laboratório, ou apenas uma análise tátil visual.
O processo da análise de solo
Após a realização da sondagem, as amostras do solo são recolhidas pelos sondadores e assim enviadas para a análise dos geólogos, em laboratório, essas informações são levadas em consideração para o relatório final, com todas as propriedades e resultados do trabalho.
Qual o preço da sondagem de solo e como é cobrado?
O preço da sondagem equivale em média 0,5% a 1% do valor total da obra.
O que acaba se tornando um gasto irrelevante quando analisado os possíveis problemas que se pode ter, devido a falta da sondagem no início da obra.
Vale dizer que os valores, variam conforme a obra, ou seja, dependem de quantos pontos de sondagem e quais ensaios serão realizados.
Além da distância de mobilização para realizar o serviços, entre outros gastos tratados e negociados com o contratante.
Em um processo de Sondagem à percussão (spt), que é o mais usado, basicamente é cobrado:(apenas em obras sem deslocamento, sem estadia, entre outros gastos, como água e etc)
Mobilização de Equipe e Equipamento por obra;
Perfuração – Ensaio de sondagem SPT;
Converse com a empresa contratada e acerte com atenção e detalhadamente como será feita a cobrança.
O valor central, normalmente é o valor do metro perfurado.
Por que escolher a Geologics para fazer minha sondagem de solo?
Além de ampla experiência no segmento de sondagens, análise de solo, levantamento topográfico, CPTU, Vane Test, instrumentação, poços de monitoramento, ensaios de infiltração e ensaios de percolação (permeabilidade), a Geologics também se preocupa com a transparência, a qualidade e a segurança de seus negócios.
Desde que entrou em operação, a Empresa não registrou um único acidente de trabalho. Além disso, zela pelo menor impacto ao meio ambiente e pela boa comunicação com seus clientes – entre eles o Shopping Santa Cruz, o Monotrilho da Água Espraiada e o Centro Paraolímpico Brasileiro. Tudo feito com agilidade e excelente custo/benefício.
Fale com a nossa equipe e descubra como podemos lhe atender!
Você ainda tem dúvidas sobre os preços de sondagem e qual o tipo mais indicado para sua obra?
O que é Geotecnia e como ela pode ser útil na obra

O que é Geotecnia?
A geotecnia é o campo da engenharia civil que estuda os solos e rochas, e como eles reagem às ações do homem.
É a ciência aplicada para prever o comportamento da natureza e suas diversas características, em relação a ação do homem.
Geotecnia é também a aplicação de métodos científicos e princípios de engenharia para a aquisição, interpretação e uso do conhecimento dos elementos da crosta terrestre e propriedades do solo.
Por meio de cálculos e estudos aprofundados, os profissionais da área concluem quais são as propriedades das camadas de solo e subsolo de uma determinada localidade e definem se, naquele espaço, será viável executar determinado projeto.
Não seria de fato uma única ciência, mas sim a mistura de três basicamente:
Geologia de engenharia;
Mecânica dos solos;
Mecânica das rochas;
Esta ciência lida com a interferência de obras de infraestrutura de qualquer natureza com a sua fundação, seja ela em solo ou rocha.
É a ciência aplicada para prever o comportamento da natureza e suas diversas características, em relação a ação do homem.
Qual a missão da Geotecnia?
A missão essencial da geotecnia é oferecer ao projetista, o quadro completo dos fenômenos geológicos e geotécnicos que podem potencialmente ser esperados da interação entre as solicitações próprias da obra que será implantada e as características geológicas (materiais e processos) dos terrenos que serão por ela afetados.
O intuito da geotecnia é prevenir desastres naturais, além de auxiliar obras de infraestruturas de forma segura, para a natureza e para a população.
O que é investigação geotécnica?
Investigação geotécnica é o estudo do solo, baseado nos conhecimentos e técnicas aplicadas da geologia e geotecnia.
Para o reconhecimento dos perfis dos solos e suas respectivas características geotécnicas, é realizado uma investigação geotécnica.
Um exemplo de investigação geotécnica é a sondagem, que através de descrições e índices obtidos para as diversas camadas existentes, determinam a variação da resistência do solo com a profundidade.
É a metodologia mais tradicional e mais usada da investigação geotécnica, possibilita a identificação dos horizontes de solo e a determinação da resistência SPT a cada metro investigado, quando detectado um lençol freático, a profundidade do nível d’água é identificada.
Esta metodologia ainda possibilita a execução de ensaios in situ adicionais aproveitando a perfuração, como o ensaio de permeabilidade das camadas de solo.
Quando é feita a investigação geotécnica?
As investigações geotécnicas antecedem o projeto e o plano de obra, e se prolongam no período de obra e na própria operação do empreendimento, entendida como a área de estudo responsável pela interferência tecnológica do homem com o meio físico geológico.
Assim, todo o esforço investigativo deve ser orientado, desde o primeiro momento, propondo, analisando, descartando e confirmando hipóteses de fenômenos naturais, para que, ao final, tenha um laudo com todas as características e hipóteses reais, para que a empresa de sondagem possa se basear neste estudo.
Ao aplicar os estudos de geotecnia em suas obras, você conseguirá otimizar os custos, analisar, identificar e até prevenir problemas.
Nos últimos anos, a causa ambiental tem gerado grande preocupação e, assim, a geotecnia e todas as suas vertentes têm ganhado cada vez mais destaque na prevenção de situações como:
Desabamentos;
Desmoronamentos;
Deslizamentos;
É essencial o estudo geotécnico de uma área, para evitar esses e muitos outros problemas.
Além de ter papel importante em ações ambientais como:
Preservação dos lençóis freáticos;
Gerenciamento do problema do lixo;
Conter a ocupação de encostas;
Essas são algumas situações em que a geotecnia tem papel fundamental.
Além disso, a investigação geotécnica permite:
A identificação de características geométricas e estruturais;
Fornece parâmetros para projetos;
Fornece análises com base em dados;
Quando a investigação geotécnica não é realizada ou quando os dados relatados são mal
interpretados, os projetos podem atrasar ou saírem inadequados, os custos aumentam, podem ocorrer problemas ambientais, rupturas e até mesmo patologias estruturais.
Sendo assim, a investigação geotécnica minimiza os riscos, otimiza os custos, e ajuda na preservação da natureza.
A geotecnia abrange as áreas de mecânica dos solos e mecânica das rochas, e muitos dos aspectos de engenharia e da geologia, geofísica, hidrologia e ciências afins.
Quais áreas a Geotecnia pode ser aplicada?
Todas as obras de engenharia civil, de uma forma ou de outra, usam o solo como ponto de partida, e muitas delas, além disso, utilizam o próprio solo como elemento de construção, como por exemplo as barragens e os aterros de estradas.
A resposta do solo quanto às ações e materiais utilizados, é o que determinará sua estabilidade e a forma estética da obra.
A geotecnia é aplicada em vários episódios, sendo eles: prevenção e reparação de danos causados por resposta da natureza ou desastres naturais, como, deslizamentos de terra e rocha, erupções de vulcões, avalanches, além de controlar enchentes e poder prevê-las
Atua também no desenvolvimento da fundação de pontes e edifícios feitos sob o solo, a partir da ação do homem.
Esta ciência lida com a interferência de obras de infraestrutura de qualquer natureza com a sua fundação, seja ela em solo ou rocha.
Quem são os profissionais da área de Geotecnia e Geologia?
Geotecnia é praticada tanto por geólogos de engenharia e engenheiros geotécnicos.
O Engenheiro Geotécnico atua em projetos de escavação, túneis, compactação de aterros, tratamentos de fundações, instrumentação de obras, percolação de fluxos em solos e rochas, contenções entre outros.
Os geólogos estudam a estrutura e os processos que formaram a Terra, além das propriedades do solo, terra ou rocha.
Um profissional especializado em geotecnia está apto a trabalhar em processos que lidem direta ou indiretamente com o solo.
Norma Técnica
ABNT NBR 6484:2001 – Solo – Sondagens de simples reconhecimentos com SPT – Método de ensaio
Comitê: ABNT/CB-002 Construção Civil | Catalogo ABNT
Você sabe a importância dos Ensaios de Sondagem no Estudo de Solo?

Os Ensaios de Sondagem no Estudo de Solo
Os ensaios de estudo de solos devem ser realizadas tanto em obras de grande porte como de pequeno porte.
É comum que em obras de pequeno porte, como as edificações térreas, os ensaios geotécnicos não sejam realizados pelos responsáveis da obra sendo realizadas apenas avaliações visuais do solo.
Essa prática está errada!
Antes do início de qualquer obra, deve-se ser feito o estudo do solo através da sondagem de forma a garantir segurança e economia de materiais, evitando-se que trabalhos precisem de serem executados de novo, no futuro.
Através desta matéria, vamos mostrar os tipos mais comuns de ensaios no estudo de solo.
Ensaio de CPTU
Os ensaios de CPTU são os ensaios de penetração do cone com medida de poropressão, considerados internacionalmente como uma importante ferramenta de prospecção geotécnica.
No Brasil, o método é normatizado pela ABNT- NBR 12069/91 – Solo – Ensaio de penetração de cone in-situ (CPT).
O método do ensaio CPTU consiste em cravar no terreno uma ponteira cônica (60° de ângulo de abertura) a uma velocidade constante de 20 mm/s.
A penetração do cone é realizada com a utilização de um equipamento de cravação, devidamente ancorado no solo ou com peso de reação suficiente para a realização do ensaio.
As leituras dos ensaios são efetuadas a cada 2 cm de profundidade e as informações coletadas são as seguintes:
Resistência à penetração da ponta (qc);
Resistência por atrito lateral (fs);
Poropressão u2, utilizando-se um elemento poroso de bronze, localizado na base do cone;
O ensaio de CPT/CPTU pode fornecer, através de correlações, as seguintes características dos terrenos investigados:
Coeficiente de adensamento (Ch e Cv);
Resistência não drenada (Su);
Ângulo de atrito efetivo de areias (Ø’);
História de tensões (tensão de pré-adensamento, OCR);
Coeficiente de permeabilidade (K);
Módulo de deformação cisalhante (G0);
Coeficiente de deformabilidade (mv);
Estratigrafia;
Ensaio de Penetração SPT
SPT é a sigla de Standard Penetration Test, que significa Teste de Penetração Padrão, e é popularmente conhecido como sondagem à percussão.
Como o nome sugere, o princípio deste ensaio de sondagem é o choque (percussão) de um trado sobre o solo para a retirada de amostras.
O ensaio SPT consiste na medição do número de golpes necessários à penetração de um amostrador padrão, sob a ação de um martelo padronizado em queda livre de uma altura de 75 cm.
O índice de resistência à penetração (N), correspondente ao número de golpes associados à penetração dos últimos 30 cm do amostrador padrão, juntamente com a amostra coletada no amostrador ou por outro processo, fornece apenas uma indicação qualitativa das propriedades e características do solo.
Este ensaio é padronizado pela ABNT através da NBR-6484
O ensaio de penetração padronizado, também denominado Standard Penetration Test (SPT), é um ensaio executado durante uma sondagem a percussão, com o propósito de obter índice de resistência à penetração do solo.
O ensaio de penetração deverá ser executado a cada metro, a partir de 1,0 m de profundidade da sondagem, as dimensões e detalhes construtivos do penetrômetro SPT deverão estar rigorosamente de acordo com o padrão.
O ensaio de penetração consiste na cravação do amostrador, através do impacto sob o solo, deverá ser anotado o número de golpes e a penetração em centímetros para a cravação de cada terço do barrilete, o valor da resistência à penetração consistirá no número de golpes necessários para a cravação dos 30,0 cm finais do barrilete.
A cravação do barrilete será interrompida quando se obtiver penetração inferior a 5,0 cm durante 10 golpes consecutivos, não se computando os cinco primeiros golpes do teste, ou quando o valor do SPT ultrapassar 50, num mesmo ensaio.
Nestas condições o terreno será considerado impenetrável ao SPT e deverão ser anotados os números de golpes e a penetração respectiva.
Atingidas as condições pré-definidas, os ensaios de penetração serão suspensos, sendo reiniciados quando, em qualquer profundidade, voltar a ocorrer material susceptível de ser submetido a esse tipo de ensaio.
Ensaio De Permeabilidade
O Ensaio de Permeabilidade in-situ é um dos ensaios utilizado para calcular a estimativa de vazão que infiltrará através das camadas de solo a serem estudadas.
Ou seja, ele permite conhecer quanto de água pode ser absorvido dependendo da espessura das camadas e do tipo de solo, o que é de fundamental importância para a construção de escavações, barragens, obras de drenagem, rebaixamento de aquíferos, adensamentos e etc.
Este ensaio, normatizado conforme o boletim da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental, é realizado no próprio furo de sondagem, a partir de um tubo de revestimento.
Uma vez que as camadas do solo ensaiado estão saturadas (quando acima do nível d’água), inicia-se a leitura de absorção em intervalos de tempo variados.
O relatório gerado após esta análise apresenta o chamado Coeficiente de Permeabilidade K (cm/s), utilizado pelos calculistas para atestar a segurança do terreno e da obra.
Ensaio De Percolação
Uma vez definida a área in-situ, o reconhecimento das camadas de solo (áreas infiltrativas) e a verificação da presença do lençol freático, tem início o Ensaio de Percolação.
O ensaio de percolação, é um dos ensaios de sondagem, feito para calcular com precisão o dimensionamento de sistemas de tratamento de efluentes líquidos.
O ensaio é regulado pelo Anexo A da norma da ABNT 13969/1997.
O relatório final revela a taxa de percolação (min/m) e a taxa de aplicação diária (m3/m2.dia).
Ensaio Da Palheta – Vane Test
O Ensaio da palheta – Vane test é um dos ensaios de sondagem que consiste na medição do torque necessário para à rotação de um molinete ou uma palheta cravada no solo, sob velocidade constante.
Este ensaio tem como objetivo indicar o valor da resistência ao cisalhamento de materiais argilosos, sob condições não drenadas, é executado em geral no interior de furos de sondagens ou perfurações.
O ensaio da palheta in-situ – Vane Test fornece a resistência não drenada (Su) do solo in-situ.
O ensaio de sondagem é realizado através da cravação, no solo, de uma palheta de seção cruciforme que é rotacionada e submetida a um torque capaz de provocar o cisalhamento do solo.
É possível realizar este ensaio com dois tipos básicos de equipe e equipamento.
Tipo A – que não demanda perfuração prévia.
Neste caso, a palheta fica protegida dentro de uma sapata durante a cravação (sendo cravada no solo, para fora da sapata, apenas na cota de ensaio).
Tipo B – que realiza os ensaios com perfuração prévia.
Neste caso, a palheta é cravada dentro de um furo de sondagem previamente realizado.
Em ambos os casos são realizadas medições de torque para o solo indeformado e, depois, para o solo amolgado, determinando assim os valores de resistência não drenada (Cu) e não drenada amolgada (Cur).
O ensaio é normatizado pela ABNT – NBR- 10905/89.
Interpretação do ensaio
A resistência não drenada Su, em KPa obtida no ensaio, é demonstrada pela equação:
Cu=0,86 T/πD³
Onde:
T= torque máximo medido (kNm)
D = diâmetro da palheta (m)
Através de valores do torque e correspondente ângulos de rotação do molinete ou da palheta, pode-se determinar, via a utilização das equações de estática, a resistência ao cisalhamento não drenada (Su) dos solos coesivos.
Ensaio de Perda D’água Sob Pressão
O Ensaio de Perda D’água Sob Pressão é um dos ensaios feito com o equipamento de sonda rotativa para que se determine a condutividade hidráulica (H) dos maciços rochosos.
Ele é feito em trechos de comprimento pré-determinado, geralmente de 3 metros, que são isolados por meio de obturadores de borracha – o que possibilita medir a vazão da água absorvida nas fissuras do maciço, em intervalos iguais de tempo e em 5 estágios diferentes de pressão.
Esta pressão é controlada por manômetro e calculada em função da profundidade do trecho ensaiado.
Ela deve se manter constante durante as 10 leituras do hidrômetro e em cada estágio de pressurização.
Com base na análise dessas informações, é apresentada uma tabela com as pressões e vazões.
Classificação Perda Específica (l/min.m/(Kg/Cm²)
H1 Muito Baixa 0,0 – 0,1
H2 Baixa 0,1 – 1,0
H3 Moderada 1,0 – 3,0
H4 Alta 3,0 – 1,0
H5 Muita Alta > 10,0
Ensaio Shelby
O ensaio tipo Shelby consiste na remoção de uma porção de solo exatamente como ela está disponível na natureza, in-situ, mantendo suas propriedades físicas originais.
O amostrador mais difundido na prática da engenharia geotécnica para este ensaio é o amostrador de pistão Shelby – razão pela qual o teste recebeu este nome.
O Ensaio Shelby possibilita estudos geotécnicos capazes de determinar as propriedades físicas do solo in-situ, como coeficientes de permeabilidade e de resistência ao cisalhamento.
O ensaio é normatizado pela ABNT NBR 9820/1997.
6 itens essenciais na seleção da melhor empresa de sondagem

Você está precisando fazer uma sondagem, mas não sabe como decidir a empresa que vai contratar para o realizar o serviço?
Se decide pelo melhor preço, mais tempo de experiência ou indicações?
Então essa matéria para você!
Preparamos um guia com algumas dicas importantes, para te ajudar na seleção da melhor empresa de sondagem na hora de contratar o serviço, e como descobrir quais os itens essenciais nessa escolha.
Mas o que é sondagem?
Resumidamente a sondagem é área essencial da engenharia civil, e indispensável para qualquer tipo de obra ou construção, seja ela pública ou doméstica, de grande ou pequeno porte.
A sondagem consiste em analisar e estudar o solo em que será realizado posteriormente a obra desejada, sendo essa análise determinante para se conhecer a resistência do solo da área e suas características, sendo assim essencial para escolher o tipo de fundação adequada, e os procedimentos necessários para viabilizar a obra/construção.
Além disso, a sondagem minimiza e até evita problemas, que futuramente podem deixar sua obra muito mais cara, e por vezes inviável, prevenindo possíveis complicações, e até desabamentos.
A sondagem é feita após a escolha do terreno, antes de começar a obra.
Mas como decidir qual empresa de sondagem contratar?
Pensando nisso, fizemos um guia rápido, para te ajudar na decisão.
Confira abaixo:
1. Consulte o CREA
A primeira coisa a se fazer, é consultar o CREA, sobre a empresa de sondagem e os responsáveis técnicos dela.
O CREA é o Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, é um órgão público que fiscaliza, controla , orienta e aprimora os exercícios e as atividades profissionais da Engenharia Civil, Engenharia Ambiental e outras inúmeras áreas relacionadas a Engenharia, Geologia além das atividades dos Técnicos Agrícolas e Tecnólogos.
Como fazer a consulta?
1- Acesse o site do CREA-SP.
1.1- Consulte a Empresa de sondagem no CREA
A consulta é feita em três (3) etapas, primeiramente é feita a consulta da Empresa de Sondagem no CREA.
A Empresa de sondagem deve ter o registro atualizado no órgão de regulamentação.
1.2- Consulte os Profissionais no CREA
A segunda etapa da consulta, é conferir o registro dos profissionais no CREA, além de consultar a empresa de sondagem, é necessário saber se os profissionais relacionados a empresa, também são registrados no órgão.
1.3- Consultar se os profissionais indicados, são realmente responsáveis por aquela empresa
A terceira e última etapa da consulta é saber, se os profissionais indicados pela empresa de sondagem, realmente são os responsáveis técnicos da mesma.
Neste caso, a empresa de sondagem deve ter pelo menos, um Engenheiro Civil e um Geólogo registrados.
Portanto, é essencial para um empresa de sondagem, ser registrada e ter profissionais com registro no CREA.
2. Avaliar a experiência da Empresa de Sondagem
Com a grande variedade de opções no mercado, é importante avaliar a experiência da empresa de sondagem.
Isso não determina a qualidade da empresa de sondagem, mas ajuda na confiabilidade da mesma.
Uma empresa que está a muitos anos no mercado e tem poucos ou nenhum acidente/problema em campo, provavelmente é uma empresa confiável e com grande experiência na área, minimizando assim, as probabilidades de erro.
3. Verificar as Obras Realizadas
Além dos registros nos órgãos de regulamentação estarem em dia, há outros pontos que são indispensáveis na hora de decidir a melhor empresa de sondagem.
Um deles é avaliar as obras realizadas, a maioria das empresas tem em seu site, ou em outros portais, as obras que realizou, e em alguns casos, até seus principais parceiros, tornando possível a análise dos trabalhos realizados.
4. Verificar se a empresa de sondagem escolhida, fiscaliza as obras com técnicos especializados.
Outra etapa que se avalia de extrema importância, é quando os profissionais já estiverem em campo.
Nesta etapa, é necessário observar se há no local, algum responsável técnico pelo serviço.
Você pode questionar a empresa antes de contrata-lá.
Normalmente esse responsável técnico é um engenheiro enviado pela empresa de sondagem, para fiscalizar a equipe em campo, e passar possíveis orientações, caso necessário.
Não é necessário que o engenheiro esteja constantemente presente na obra, mas é necessário que tenha visitado o local, e tenha conhecimento das etapas e coordenadas do serviço.
5. Verificar as medidas de segurança utilizadas pela empresa de sondagem
Esta é uma etapa muito importante na hora de decidir a empresa de sondagem, as medidas de segurança.
Quando a equipe está em campo, é necessário algumas medidas, para manter a segurança da equipe de sondagem, e a segurança no serviço que está sendo realizado, algumas dessas medidas, estão no uso de equipamentos de segurança, são eles:
Uso de capacete;
Uso de uniforme adequado;
A fiscalização por um responsável técnico, é indispensável para orientação da equipe, e como medida de segurança também.
6. A importância do Geólogo
A presença de um Geólogo no relatório de sondagem é indispensável, é necessário que as amostras do solo sejam analisadas por esse profissional.
Muitas empresas de sondagem, não tem geólogos na equipe, e essa análise é feita de forma errada.
É o Geólogo que identifica as características e o perfil do solo, o tipo de solo que está sendo analisado, entre outras definições.
Depois desse guia com dicas de como contratar a empresa de sondagem adequada para seu serviço, esperamos que você tenha os melhores resultados em sua obra.
7 coisas que você precisa avaliar antes de contratar um serviço de sondagem

Antes de você contratar um serviço de sondagem, é necessário saber alguns pontos fundamentais, para otimizar tempo, e melhorar a qualidade do serviço prestado.
1. O que é e para que serve a sondagem de solo?
Essencialmente, a sondagem consiste numa série de procedimentos e técnicas que visam o reconhecimento do solo e do subsolo para garantir segurança e economia ao trabalho da construção civil.
A empresa contratada disponibiliza a seus clientes todo o tipo de análise de solo (ou ensaio de solo), de forma a gerar relatórios concisos e detalhados que fornecem as informações indispensáveis aos engenheiros, arquitetos e projetistas responsáveis pela construção.
2. Por que eu devo investir em sondagem de solo?
Imagine que você está prestes a adquirir um terreno no qual pretende erguer o empreendimento dos seus sonhos. Entre as ofertas disponíveis no mercado, duas opções lhe parecem interessantes e têm preços similares.
Para decidir qual delas vale mais a pena, é importante conhecer todos os detalhes referentes ao solo de cada terreno – como nível d’água, resistência, tipo de solo ou rocha que compõem o subsolo.
Estas informações, que resultam da investigação geotécnica do solo, são fundamentais, porque determinarão qual tipo de fundação – e, consequentemente, qual tipo de investimento será ideal para a sua construção.
Ou seja, com um simples serviço de sondagem, você pode vir a poupar uma quantia considerável ao escolher por um terreno cuja fundação sairá mais em conta.
3. O tipo de solo
Antes de contratar um serviço de sondagem é necessário saber o tipo de solo em que o serviço de sondagem será realizado, basicamente, é de extrema importância saber se será feito no solo, ou em rocha, para determinar assim o tipo de sondagem que será preciso.
Quem irá determinar o tipo de ensaios a serem realizados, são os engenheiros, projetistas ou arquitetos responsáveis pela obra, porém se você quiser realizar por conta própria, basta contatar a empresa responsável pelo serviço de sondagem.
Entre as possibilidades, existem a Sondagem Rotativa, Sondagem à Trado, Sondagem a Percussão, entre outros tipos de ensaios.
Mas qual a diferença entre Sondagem à Percussão (SPT), Sondagem a Trado e Sondagem Rotativa (mista Solo Rocha)?
Resumidamente, a Sondagem à Percussão (SPT) é feita para determinar parâmetros de resistência à penetração, nível do lençol freático e o perfil geológico do subsolo.
A Sondagem a Percussão, consiste em um estudo que utiliza métodos usados para investigar a resistência do solo e subsolo.
Possibilita ter informações sobre o nível do lençol freático, a carga que cada camada do subsolo suporta, além de como reagem ao receber a carga.
Já a Sondagem Rotativa (mista Solo Rocha) é aquela realizada quando se constata a presença de uma ou mais camadas de rocha no subsolo.
Com a Sondagem Rotativa, utilizada quando o subsolo tem rocha na sua composição, é possível perfurar e reconhecer os solos e rochas que compõem as camadas do subsolo de um determinado terreno.
Com base na análise dessas informações, a caracterização do solo-rocha fica muito mais precisa.
Além da Sondagem á Trado, que é a coleta de amostras que permite distinguir o tipo de solo e o tipo de camadas do subsolo, realizada para o simples reconhecimento do solo.
4. A dimensão do terreno
Quando for solicitar o orçamento de sondagem, é necessário que se tenha a planta ou o projeto do terreno, baseado nele, seu engenheiro ou projetista determinará a quantidade de furos que é preciso ser feita, e essa projeção será analisada pela empresa de sondagem contratada, eventualmente podem serem feitas algumas correções ou mudanças, mas quem decide é o engenheiro/projetista.
5. O tipo de construção (prédio, casa, um cômodo etc)
É de extrema importância saber que tipo de construção se pretende fazer no local em que o serviço de sondagem será realizado, isso ajuda a determinar a quantidade de furos, a profundidade, entre outros aspectos.
6. A Região ou Local
É indispensável que o cliente tenha certeza de onde a obra será realizada, primeiramente a cidade ou região (rural ou urbana), para que se possa calcular a mobilização até o local, as condições da região, a dificuldade de acesso, e a disponibilidade de recursos, como por exemplo, a água.
É necessário saber se a região é urbana ou rural, pois em casos em que a região é rural, fica mais difícil a substituição de algum equipamento/ferramenta, ou suprir algum recurso que esteja em falta.
Esse aspecto também permite ter o conhecimento local, se onde está sendo realizado o serviço de sondagem há algum lençol freático, se já houve alguma construção anteriormente, ou o solo tenha sofrido algum desgaste, ou alteração.
O local em que este serviço de sondagem será feito, também deve ser informado, como por exemplo, condomínios residenciais, empresas, prédios, casas, vias, entre outros.
Caso a obra demore mais que um(1) dia, é necessário calcular as acomodações da equipe, para que fiquem perto de local do serviço de sondagem, otimizando o tempo e recursos gastos na obra.
7. O histórico do terreno
Antes de começar o serviço de sondagem, é preciso saber o histórico do terreno, por exemplo:
a) Se já houve alguma sondagem
Se a resposta for sim, o que o relatório diz sobre as características e resistência do solo? Qual foi o laudo final?
b) Se já houve alguma construção
No local em que o serviço de sondagem será realizado já houve alguma construção?
Que tipo de construção?
Todos esses valores implicam diretamente no serviço que será realizado, não é necessário que o cliente tenha todos esses conhecimentos.
Qualquer dúvida, entre em contato com a equipe da Geologics Sondagens através do formulário de contato abaixo ou pelo telefone:(11) 2577-3160.
Quando investir em sondagem?

Quando devo investir em sondagem?
Antes de respondermos essa pergunta, vale lembrar que existem inúmeras situações onde se é necessário investir em um estudo de sondagem.
Essas situações variam entre diferentes períodos e estágios da obra.
Primeiramente iremos analisar uma situação, afinal, onde não existe edificações, nem construções, então a sondagem seria o primeiro passo a ser feito, antes de qualquer outra ação.
Mas antes de você contratar um serviço de sondagem, é necessário saber alguns pontos fundamentais, para otimizar tempo, e melhorar a qualidade do serviço prestado.
Entretanto quando eu devo investir em sondagem? Antes da compra do terreno, ou depois?
Antes da fundação, ou depois?
Existe inúmeras situações onde o investimento no serviço de sondagem é de extrema importância, como por exemplo:
Comprei o terreno, agora vou construir;
Preciso saber se é viável construir em determinado terreno;
Vou construir um edifício, preciso saber a resistência do solo e quantos andares ele pode suportar;
Minha casa, ou minha edificação está com rachaduras;
Vou fazer uma reforma para expansão;
O muro de arrimo, está comprometido;
Preciso saber o tipo de fundação necessária;
Pensando nessas questões, resolvemos desenvolver esse post para você saber, sem dúvidas, quando é o momento certo de investir em sondagem.
O que é sondagem?
A sondagem é essencialmente uma série de procedimentos e técnicas que visam o reconhecimento do solo e do subsolo.
Para garantir segurança, economia e otimização do trabalho na construção civil.
A sondagem funciona como uma radiografia do solo, ela identifica as características, a resistência e a composição do solo.
Antes da compra do terreno, ou depois?
Como dizemos acima, a sondagem é como se fosse uma radiografia do solo, levando isso em consideração, é necessário antes, ter onde fazer tal exame, ou seja, saber onde fica, e ter acesso ao terreno é essencial para se fazer a sondagem.
Por tanto, a sondagem deve ser feita, depois da compra do terreno.
Você deve investir em sondagem, após a compra do terreno, pois é necessário saber a área do terreno e sua localização.
Com base nisso, será feita uma análise mais detalhada, pois a localidade do terreno, por sua vez, determina algumas propriedades do solo que será analisado.
Bem como, se fica próximo a mananciais, se a risco de alguma ação natural durante o período de sondagem ou o período de obra, entre outras características essenciais para o êxito dos ensaios.
Outro fator necessário, é saber o tipo de construção que será realizada, por isso é necessário, que se tenha a planta feita pelo arquiteto, além do projeto estrutural da obra, feito pelo calculista.
Diferentes tipos de construções, exige quantidade diferentes de pontos de sondagem, além de diferentes soluções para realizar o serviço
É preciso que se tenha a planta da obra também, a fim de que assim seja avaliada a área que será construída, o tipo de obra que será realizada.
Exemplo: Edifício, casa doméstica, entre outros, muro de arrimo.
Só assim é possível determinar a quantidade de furos que serão feitos para suprir as necessidades daquela construção.
Minha obra está com problemas
Em outros casos, onde já existe uma construção ou projeto finalizado no local, e é detectado problemas estruturais com a edificação, ou problemas com muros de arrimo, além de rachaduras na estrutura do prédio, é necessário também um exame do solo.
Esse exame pode necessitar de mais detalhes, pois quando já existe edificação ou construção no local, os problemas com desabamento podem ser iminentes.
Neste caso, é indicado iniciar o processo com a Topografia.
Que é um exame do solo, bem mais detalhado, que pode fornecer o laudo completo do solo.
Sendo assim de extrema importância e auxílio antes de ser realizar qualquer tipo de sondagem.
Seja ela em solo, ou em rocha.
O levantamento topográfico, ou topografia, é realizado através da geometria e trigonometria, representa a configuração do terreno e suas características.
Este trabalho possibilita apresentar os aspectos reais da localidade em questão, tais como altimetria, relevos e cadastro de construções existentes.
Se eu não fizer sondagem, o que pode acontecer?
A Sondagem é realizada antes de qualquer tipo de obra, assim sendo, se você pretende construir ou reformar, investir em sondagem é o primeiro passo a se fazer.
Caso você opte por não realizar nenhum estudo de solo antes de começar a sua obra, eventuais problemas podem aparecer, durante ou depois do término da obra.
Como por exemplo:
Desabamento;
Problemas estruturais;
Rachaduras;
Contaminação de mananciais;
Conflito com rede elétrica;
Conflito com tubulação de gás;
Além desses problemas calculáveis, existem outros aspectos que a sondagem pode evitar, ou arrumar soluções, antevendo possíveis riscos na obra.
O que é Ensaio de Percolação?

O ensaio de percolação no solo, são ensaios necessários para determinar a capacidade de percolação (infiltração/absorção) da zona superficial do solo, em que os poros se encontram cheios de ar.
Sendo utilizados para dimensionamento de sumidouros (sistema de escoamento feito por caixa ou cilindro sem fundo) e valas de infiltração (sistema de escoamento feito por tubos).
Sumidouros e Valas de Infiltração
Os sumidouros ou as valas de infiltração tem a função de poços absorventes, recebendo os efluentes diretamente das fossas sépticas e permitindo sua infiltração no solo.
A utilização de um ou outro vai depender do tipo de solo, dos recursos disponíveis para a sua execução.
Uma vez definida a área in-situ, o reconhecimento das camadas de solo (áreas infiltrativas) e a verificação da presença do lençol freático, tem início o Ensaio de Percolação propriamente dito – que, via de regra, é feito para calcular com precisão o dimensionamento de sistemas de tratamento de efluentes líquidos.
Com cavas de diâmetro de 150 milímetros e trado de 6”, equidistantes e a um metro acima do lençol freático, o ensaio tem prosseguimento com as leituras de rebaixamento, realizadas em intervalos de 30 em 30 minutos após a saturação da camada do solo a ser analisada.
Normas
Os órgãos fiscalizadores, conforme norma NBR 13.969/97, exigem que todos os terrenos passem pelo processo do ensaio de percolação no solo antes de instalarem um sumidouro ou valas de infiltração.
Recomendadas para locais onde o lençol freático é próximo à superfície.
A implementação das valas de infiltração consiste na escavação de uma ou mais valas, nas quais são colocados tubos de dreno com brita, ou bambu, preparado para trabalhar com dreno retirando o miolo, que permite, ao longo do seu comprimento, escoar para dentro do solo os efluentes provenientes da fossa séptica.
O comprimento total das valas depende do tipo de solo e quantidade de efluentes a ser tratado. Em terrenos arenosos 8 m de valas por pessoa são suficientes.
Em terrenos argilosos são necessários 12m de valas por pessoa.
Entretanto, para um bom funcionamento do sistema, cada linha de tubos não deve ter mais de 30m de comprimento.
Ainda que o proprietário da área não tenha interesse em construir uma fossa desse tipo, o ensaio de percolação no solo ou determinação de seu coeficiente hidráulico pode ser utilizado para determinar características importantes do solo e outros aspectos ambientais, tais como vulnerabilidade do aqüífero, necessidade de compactação e impermeabilização entre outros para mais diversas atividades industriais, comerciais e demais que precisam de licenciamento ambiental.
O ensaio é regulado pelo Anexo A da norma da ABNT 13969/1997 – Tanques sépticos – Unidades de tratamento complementar e disposição final dos efluentes líquidos – Projeto, construção e operação.
O relatório final revela a taxa de percolação (min/m) e a taxa de aplicação diária (m3/m2.dia).
Para realizar o ensaio de percolação é utilizado:
Relógio;
Cronômetro;
Ferramenta para escavar o solo (trado);
Régua;
Água em abundância;
Os procedimentos são:
Escolher os pontos do terreno próximos ao local onde será lançado o efluente;
Em cada ponto escava-se uma cova quadrada;
Raspar as laterais e o fundo da cova, de modo que a superfície fique regular;
Retirar os materiais soltos no fundo da cova e cobrir o fundo com cerca de 0,05 m de brita nº 1;
No 1º dia de ensaio manter as covas cheias de água durante 4 horas. Esta constitui uma etapa preliminar para saturação do solo;
Se toda a água inicialmente colocada, infiltrar no solo dentro de 10 min, pode começar o ensaio imediatamente;
Caso não ocorresse o proposto no item 6, no dia seguinte, encher a cova com água, e espere até infiltrar totalmente.
Em seguida encher novamente as covas até uma altura de 0,15 m e cronometrar o tempo de rebaixamento de 0,15 para 0,14 m;
Quando este rebaixamento se dava em menos de 3 minutos, refazer o ensaio 5 vezes, adotando a 5ª medição;
Com os tempos obtidos em cada cova, obtemos os coeficientes de infiltração do solo em l/m².dia, na curva apresentada na figura:
Adotamos o menor dos coeficientes determinados nos ensaios;
Os procedimentos do ensaio de percolação, devem ser feitos por equipes e profissionais técnicos e habilitados, sob a supervisão de um representante técnico (engenheiro, projetista).
É necessário ter conhecimento e seguir fielmente as normas designadas ao ensaio de percolação, para regulamentação do ensaio, e para êxito desejado do serviço de ensaio de ensaio de percolação.
Esse conteúdo age apenas como forma informativa e educacional, para conhecimento de profissionais ou estudantes da área de engenharia civil.
Por que investir em Topografia?

Você já ouviu falar em Topografia, ou levantamento topográfico?
Nesta matéria nós iremos falar sobre como o levantamento topográfico (topografia), pode ser de extrema utilidade para sua obra.
Além de como este estudo é feito, qual a sua funcionalidade, e os tópicos que devemos nos atentar na hora de contratar tal serviço.
Mas por qual motivo eu devo investir em Topografia?
A Topografia garante maior precisão nos projetos, toda vez que vamos edificar algo, seja uma casa, um prédio, uma estrada ou uma barragem precisamos antes analisar o terreno no qual vamos construir.
Isso garante maior precisão nos projetos e aos clientes maior satisfação e economia de mão de obra e materiais.
Em outra fase da obra chamada locação a topografia também é muito usada, que consiste em localizar com precisão a fundação da edificação dentro do terreno.
Mas antes disso, devemos saber o que é exatamente o estudo topográfico.
O que é Topografia ou Levantamento Topográfico?
O levantamento topográfico, topografia, ou ainda levantamento planialtimétrico cadastral, é realizado através da geometria e trigonometria, representa a configuração do terreno e suas características.
A Topografia é a ciência que estuda todos os acidentes geográficos definindo a sua situação e localização na Terra.
É ainda o estudo dos princípios e métodos necessários para a descrição e representação das superfícies destes corpos, em especial para a sua cartografia.
Tem a importância de determinar analiticamente as medidas de área e perímetro, localização, orientação, variações no relevo e ainda representá-las graficamente em cartas (ou plantas) topográficas.
A Topografia é também instrumento fundamental para a implantação e acompanhamento de obras de todo o tipo, como as de projeto viário, edificações, urbanizações (loteamentos), movimentos de terras, etc.
O termo só se aplica a áreas relativamente pequenas, sendo utilizado o termo geodésia quando se fala de áreas maiores.
Para isso são usadas coordenadas que podem ser duas distâncias e uma elevação, ou uma distância, uma elevação e uma direção.
É também muitas vezes utilizado como ciência necessária à caracterização da intensidade sísmica num dado local, visto que só em locais onde a topografia é conhecida, é que são possíveis identificações de intensidade.
A Topografia é como se fosse uma radiografia do solo.
Enfim, um exame feito no terreno indicado como o da obra, para se ter um laudo ou relatório mais profundo e mais completo.
O levantamento planialtimétrico cadastral é usualmente feito, em casos onde se necessita mais exatidão e precisão no diagnóstico do estudo de solo.
Este trabalho possibilita apresentar os aspectos reais da localidade em questão, tais como altimetria, relevos e cadastro de construções existentes.
Dentre todas as variáveis e características que o solo pode ter ou apresentar, algumas são essenciais, como:
A descrição exata e detalhada de um lugar;
Determina as dimensões;
Identifica elementos existentes;
Calcula variações altimétricas;
Constata acidentes geográficos;
A Topografia fornece dados, obtidos através de cálculos, métodos e instrumentos que permitem o conhecimento do terreno, dando base para execução de projetos e obras realizadas por engenheiros ou arquitetos.
No entanto
Fundamental tanto na etapa de projeto, quanto na execução da obra.
Qual o objetivo da Topografia?
A Topografia é tem por principal objetivo representar graficamente, através da planta de levantamento topográfico, todas as características de uma área, incluindo:
Relevo;
Curvas de nível;
Elementos existentes no local;
Metragem;
Cálculo de área;
Pontos cotados;
Norte magnético;
Coordenadas geográficas;
Acidentes geográficos;
A topografia atua em áreas relativamente pequenas da superfície da Terra, de modo que sejam representadas particularidades da área, como:
Construções;
Rodovias;
Rios;
Ferrovias;
Relevos;
Vegetação;
Limites entre terrenos;
Propriedades;
E outros detalhes de interesse em duas dimensões, e auxilia a geologia graficamente, com medições de distâncias e ângulos de modo que permita reproduzir a forma do terreno em suas medidas reais.
Para os serviços de topografia, é necessário que se siga a norma NBR 13.133/94 (execução de serviços topográficos).
O que é Sondagem SPT ou Percussão?

O que é Sondagem SPT?
A Sondagem SPT, ou Sondagem à Percussão é um dos mais tradicionais procedimentos de investigação geotécnica (SPT – Standard Penetration Test).
O método consiste em obter a resistência à penetração a cada metro e informações como nível do lençol freático (ou seja, o nível d’água), espessura das camadas e tipos de solo, e interferências durante sua execução.
Qual a utilidade da Sondagem SPT?
A partir deste ensaio, é possível determinar a capacidade de carga das diferentes camadas do subsolo, além de aferir, pelo número de golpes, a compacidade e a consistência dos solos arenosos e/ou argilosos.
A partir da Sondagem SPT e seus resultados, é possível, por exemplo, determinar com precisão o tipo de fundação necessária à cada empreendimento, tais como predial, estabilização de taludes, encostas e obras de terra.
Este é o primeiro ensaio solicitado e realizado diante da necessidade de determinar parâmetros de resistência à penetração, nível do lençol freático e o perfil geológico do subsolo.
Caso apresente resultados pouco consistentes, pode demandar a realização de uma nova campanha de ensaios, que sejam mais específicos para a determinação das soluções.
Passo a Passo
Para iniciar a execução das Sondagens à Percussão (SPT), seguimos as orientações fornecidas pelo cliente, seja pessoa física, projetista, calculista ou consultor de solos.
Levando em consideração o tipo de terreno, topografia e a obra a ser executada, o responsável pela demanda deverá passar todos os critérios de localização e paralisação (profundidade) das sondagens.
Caso contrário, deve-se obedecer à norma.
A boa locação das sondagens é de extrema importância para que a obra fique cercada de informações relevantes e consistentes que viabilizem os cálculos corretos da fundação.
Ela pode ser fornecida por meio de croquis ou projetos.
Feito isso, para dar início à Sondagem SPT, um tripé (ou torre) com cerca de cinco metros de altura é montado sobre os pontos de sondagem pré-definidos.
1ª Etapa
Primeiramente, colhe-se a amostra (zero) do solo e, em seguida, tem início a escavação com trado manual.
As medições são feitas por uma haste inserida no furo de sondagem (nos pontos previamente determinados).
E demarcada com três trechos de 15 centímetros (somando um total de 45 centímetros).
Com uma roldana, operada manualmente, aplica-se a energia do peso batente de 65 kg em queda livre, com uma altura de 75 centímetros, na parte superior da haste – de forma que a mesma comece a penetrar o solo e a recolher amostras por meio de um amostrador Terzaghi & Peck (padrão) acoplado na sua parte inferior.
Nesta primeira etapa, despreza-se os primeiros 15 centímetros.
Considera-se apenas os últimos 30 centímetros de penetração, chamados de (Nspt), para a produção do relatório geotécnico.
2ª Etapa
Assim sendo, o processo continua para os metros subsequentes, sempre de 15 em 15 centímetros, até que o amostrador seja penetrado 45 centímetros do solo.
Com um trado cavadeira ou helicoidal, continua-se a perfuração até que se atinja o lençol freático (nível d’água).
Ou, se após dez minutos de operação, a profundidade alcançada for inferior a 5 cm, o método de perfuração é alterado para a circulação de água (lavagem).
Este ensaio é interrompido apenas quando atinge o impenetrável ou quando alcançar o critério técnico preestabelecido pelo cliente.
A cada batida do peso, a equipe de profissionais registra as informações obtidas em cada camada do solo, além de colher e catalogar as devidas amostras.
Essas informações são encaminhadas para profissionais especializados.
A princípio assim, geram um relatório do perfil geológico-geotécnico completo que revela precisamente todas as informações necessárias ao cálculo da fundação.
O que é um relatório de Sondagem SPT?
Durante a Sondagem à Percussão (sondagem SPT) são coletadas amostras a cada metro de subsolo penetrado.
Essas amostras são armazenadas, catalogadas e enviadas ao laboratório, onde serão analisadas tátil e visualmente por uma equipe de geólogos.
Os relatórios de sondagem gerados por essa análise possibilitam a caracterização detalhada do solo.
Revelando, por exemplo:
Bem como resistência à penetração (SPT), nível d’água, espessura das camadas e interpretação geológica, bem como a consistência e compacidade, entre outras informações.
Esse mesmo documento apresenta, ainda, a planta do terreno em que será erguido o empreendimento.
Além da posição precisa de todos os pontos de sondagem e os resultados obtidos individualmente em cada um desses pontos.
Sondagem SPT com torque (SPT-T)
A Sondagem SPT-T é um método de investigação geotécnica que consiste na medição do torque em sondagens de simples reconhecimento.
A Sondagem SPT-T indica:
A posição do nível de água;
A determinação dos tipos de solo em suas respectivas profundidades de ocorrência;
Os índices de resistência à penetração e os momentos de torção do amostrador medidos pelo torque;
A medida do torque, é efetuada ao término de cada ensaio de penetração SPT.
Quais são as vantagens da sondagem?

Você sabe as vantagens que a sondagem pode trazer para sua obra?
Pensando nesse questionamento, fizemos um guia com 5 vantagens da sondagem, para você saber a importância do estudo de solo.
Mas antes precisamos esclarecer alguns conceitos, para que entendamos a função da sondagem, para que serve seu relatório e como é feita essa interpretação.
A sondagem é o primeiro passo para qualquer tipo de construção.
Muitas pessoas se deparam com esse questionamento quando vão fazer algum tipo de construção “Para que serve a sondagem?”
Com a sondagem é possível checar a resistência do solo e construir sem perigo.
Por isso viemos mostrar algumas razões muito importantes e indispensáveis, do porque não deixá-la de lado.
O que é e para que serve a sondagem de solo?
Essencialmente, a sondagem consiste numa série de procedimentos e técnicas que visam o reconhecimento do solo e do subsolo.
A sondagem é realizada para garantir segurança e economia ao trabalho, além de orientar os profissionais que irão dar prosseguimento na obra.
Quais são as vantagens da sondagem?
Imagine que você está prestes a adquirir um terreno no qual pretende erguer o empreendimento dos seus sonhos.
Entre as ofertas disponíveis no mercado, duas opções lhe parecem interessantes e têm preços similares.
Para decidir qual delas vale mais a pena, é importante conhecer todos os detalhes referentes ao solo de cada terreno.
Como nível d’água, resistência, tipo de solo ou rocha que compõem o subsolo.
Estas informações, que resultam da investigação geotécnica do solo, são fundamentais, porque determinarão qual tipo de fundação.
E, consequentemente, qual tipo de investimento será ideal para a sua construção.
Ou seja, com um simples serviço de sondagem, você pode vir a poupar uma quantia considerável ao escolher por um terreno cuja fundação sairá mais em conta.
1. Otimizar custos da obra
O estudo do solo também consegue dizer se o seu projeto é viável financeiramente, fazendo você economizar tempo e dinheiro.
O custo varia de acordo com o tamanho da obra, quanto maior for o terreno, mais pontos de reconhecimento serão necessários.
O valor da sondagem representa, em média, 1% do total gasto com a construção.
2. Reduzir riscos
Imagina juntar dinheiro para a reforma ou construção que você sempre planejou, e depois de pronto, tudo isso ir por água abaixo?
Pois é, a sondagem é o procedimento técnico que analisa o solo onde você pretende construir ou reformar, e diz se o terreno está apto ou não, para a realização da obra.
Por mais simples que seja a construção é importante não pular essa etapa.
3. Prever e prevenir acidentes
A principal função do estudo de solo é o reconhecimento das características vigentes nas amostras analisadas.
Após feita a análise, é possível identificar possíveis características que podem resultar em um solo com baixa resistência, sendo assim inviável realizar alguns tipos de obras ou construções.
Pois pode haver riscos eminentes de erosão ou desabamento, evitando riscos, prevendo e prevenindo acidentes.
4. Identificar as características do solo
A sondagem é fundamental para se diagnosticar as características do solo, assim como resistência, composição, entre outros.
Feito a sondagem, os resultados e análise são entregue em forma de um relatório.
Onde o arquiteto, engenheiro ou projetista responsável pela obra, terá todas as informações detalhadamente, sendo assim, mais uma vantagem da sondagem de solo em relação à economia e redução de gastos necessárias do solo, para progredir com o serviço.
5. Ajudar a determinar o tipo de fundação
Depois de realizar a sondagem do solo, e com o relatório em mãos, fica muito mais fácil para o projetista determinar o tipo de fundação necessária para a obra em questão.
Sendo assim, uma otimização de custos, pois se tem mais êxito no tipo de fundação escolhida, a partir das informações contidas no relatório.
A Geologics disponibiliza a seus clientes todo o tipo de análise de solo (ou ensaio de solo).
De forma a gerar relatórios concisos e detalhados que fornecem as informações indispensáveis aos engenheiros, arquitetos e projetistas responsáveis pela construção.
Qual o preço da sondagem?

O preço da sondagem final é variável, ele depende de alguns fatores para ser determinado.
Esse preço final, surge de uma série de valores variáveis, que determina assim o preço que será cobrado pelo serviço de sondagem.
Mas normalmente a sondagem equivale 1% do valor final da obra.
Levando isso em conta, é correto afirmar que a sondagem não possui um preço fixo e válido para todos os tipos de obras.
Sendo que esse valores se alteram de local para local, de tipo de solo, para tipo de solo, além de algumas condições extras do terreno, como por exemplo:
Composição do solo;
Acesso ao local;
Fornecimento de água;
Piso do terreno;
Mas quais são as variáveis que a empresa contratada calcula, para determinar o preço da sondagem?
Quais são os valores que compõem o preço da sondagem?
O preço da sondagem final, é um cálculo baseado nas especificidades da obra, são eles:
Local da obra;
Mobilização;
Metro de Sondagem;
Instalação;
Quebra de piso;
Fornecimento de água;
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Qual o preço da sondagem?
O preço da sondagem final é variável, ele depende de alguns fatores para ser determinado.
Esse preço final, surge de uma série de valores variáveis, que determina assim o preço que será cobrado pelo serviço de sondagem.
Mas normalmente a sondagem equivale 1% do valor final da obra.
Levando isso em conta, é correto afirmar que a sondagem não possui um preço fixo e válido para todos os tipos de obras.
Sendo que esse valores se alteram de local para local, de tipo de solo, para tipo de solo, além de algumas condições extras do terreno, como por exemplo:
Composição do solo
Acesso ao local
Fornecimento de água
Piso do terreno
Mas quais são as variáveis que a empresa contratada calcula, para determinar o preço da sondagem?
Quais são os valores que compõem o preço da sondagem?
O preço da sondagem final, é um cálculo baseado nas especificidades da obra, são eles:
Local da obra;
Mobilização;
Metro de Sondagem;
Instalação;
Quebra de piso;
Fornecimento de água;
Local da obra e Mobilização
O local da obra determina o preço da mobilização, ou seja, dependendo da distância do terreno, é dado o valor por quilômetro e despesas com os veículos utilizados.
Esse valor pode variar com a dificuldade encontrada no acesso ao terreno e com a quantidade de vezes que será necessário deslocamento até o local.
Metro de Sondagem
O valor do metro de sondagem é o principal custo do serviço de sondagem, baseado neste atributo é dado o valor integral do orçamento da sondagem.
O valor do metro é determinado pelo tipo de solo em que será feito a sondagem.
A Sondagem Rotativa, que é o tipo de sondagem feito em solo/rocha tem um valor diferente da Sondagem SPT por exemplo.
Esse valor é baseado na dificuldade do serviço, e no maquinário usado para realizar a sondagem.
Instalação
O valor de instalação por ponto não é cobrado em todos os serviços de sondagem.
Esse valor é cobrado apenas quando se encontra certa dificuldade de locomoção dentro do terreno em que a sondagem será realizada.
Normalmente é cobrado a instalação quando um ponto é muito distante do outro, e não há maneiras do transporte do maquinário ser feito através dos veículos, as vezes pelo estado do terreno, podendo ser mata fechada, de difícil acesso, e incapaz de fazer o transporte.
Quebra de Piso
A quebra de piso também é um valor adicional e não está presente em todas os orçamentos de sondagem.
A cobrança feita pela quebra de piso, é solicitada quando o terreno não está “limpo”.
Ou seja, se no terreno da obra houver algum tipo de piso, como concreto, asfalto ou qualquer outro, o valor referente á isso, será cobrado.
Esse valor não é cobrado quando o terreno está em solo, ou seja, pronto para se fazer a sondagem, sem qualquer tipo de interferência para realizar a perfuração do mesmo.
Fornecimento de água
O fornecimento de água é um valor adicional, calculado com base nas condições do terreno que será realizado o serviço de sondagem.
Este valor se determina pois, na sondagem é necessário utilizar água para “lavar” o furo, e assim obter os resultados necessários.
É parte do procedimento de alguns dos métodos dos estudos de solo.
5 problemas que a sondagem do solo pode resolver

Antes de citarmos os problemas que a sondagem do solo pode resolver, vale dizer que a Sondagem é realizada antes de qualquer tipo de obra.
Assim sendo, se você pretende construir ou reformar, investir em sondagem do solo é o primeiro passo a se fazer.
A Sondagem do solo consiste em um estudo que funciona como um exame do solo, neste exame se identifica as propriedades e características do solo, como, de que consiste a sua composição e por quais elementos é formado.
Cabe ainda, determinar juntamente ao engenheiro, arquiteto, ou projetista da obra, quantos pontos de sondagem será necessário, qual o tipo mais adequado do estudo de solo e se existe a necessidade de mais algum estudo que complemente o relatório, como a topografia.
Mas agora, vamos ao nosso guia.
Caso você opte por não realizar nenhum estudo de solo antes de começar a sua obra, eventuais problemas podem aparecer, durante ou depois do término da obra.
Como por exemplo:
Desabamento e deslizamentos
Problemas estruturais
Rachaduras
Conflito com tubulação de gás
Fundação errada
1. Desabamento e deslizamentos
O Problema
Os desabamentos são dos problemas evitáveis, provavelmente o mais crítico, pois na sua maioria o risco de acidente com vítimas é sempre recorrente, além de acarretar uma série de prejuízos e posteriores problemas, que podem inclusive danificar outras construções próximas ao local do ocorrido
Os deslizamentos também são um problema sério, pois normalmente são causados em áreas em que o risco é sempre iminente, as denominadas áreas de risco.
Solução
Os desabamentos e deslizamentos são acidentes que podem ser evitados com a sondagem.
Antes do início da obra, é feito o estudo de solo indicado, e assim se obtém o relatório completo da área.
Tendo isso em mãos é possível saber a resistência do solo, e assim determinar qual a fundação exata para a edificação.
Evitando assim, qualquer tipo de acidente futuro.
2. Problemas Estruturais
O Problema
Os Problemas estruturais são complicações na estrutura do edifício, reveladas por meio de fissuras ou trincas nas paredes.
Esses problemas podem estar nas vigas que sustentam a edificação, ou na escolha de uma fundação equivocada, para o tipo do solo do local da construção.
A Solução
A Sondagem atua como uma forma de prevenção, se feita corretamente, ela pode identificar características do solo, que servem para determinar a fundação correta para aquela área, lembrando que não existe áreas ruins, e sim diferentes soluções.
3. Rachaduras
O Problema
As rachaduras são praticamente existentes em todas as construções que utilizam o concreto em seu material de construção.
Isso ocorre porque esse material tem pouca elasticidade, por isso quando a estrutura sofre movimento, pode desencadear em pequenas fissuras.
Porém quando essas rachaduras começam a ser mais frequentes e maiores, pode ser sinal de problemas sérios na estrutura da edificação.
A Solução
Para evitar problemas de rachaduras e trincas na edificação, a solução é fazer a fundação correta para o tipo de solo existente.
Para a escolha da fundação correta, é necessário a sondagem do solo ser feita, pois a partir do relatório, fica mais fácil de determinar o tipo de fundação.
4. Conflito com tubulação de gás
O Problema
Como algumas obras envolvem construções abaixo do no nível do solo, ou seja, pavimentos subterrâneos, essas edificações podem encontrar problemas para serem construídas, devido às tubulações que existem, e acidentes com a rede de esgoto ou de gás, podem causar problemas sérios a estrutura das vias, ou na própria edificação.
A Solução
A sondagem do solo, identifica as tubulações de gás e esgoto que existem na área da obra, assim evita com que as tubulações sejam perfuradas e causem problemas.
5. Fundação Errada
O Problema
A sondagem do solo tem como sua principal função, o reconhecimento do solo, e a análise dos elementos, determinando assim, as características úteis para se fazer principalmente a fundação.
Quando a sondagem do solo não é feita, ou realizada de forma errônea, isso pode desencadear em uma escolha baseada em informações erradas, ou em nenhuma informação, sendo quase que inevitável a escolha equivocada do tipo de fundação, sendo assim o resultado pode ser desastroso.
A Solução
A Solução para não fazer a escolha errada da fundação para o tipo de solo do terreno, é antes de começar as obras, a realização da sondagem do solo.
Só com a sondagem do solo correta, e o laudo e relatório em mãos, é possível fazer a escolha pela fundação correta.
O que são problemas estruturais?

Fissuras e Rachaduras nas paredes ou nas colunas
Os problemas estruturais se manifestam principalmente através de fissuras, trincas ou rachaduras nas paredes ou colunas que sustentam os edifícios ou as casas.
Essas rachaduras podem ser sinais de problemas na fundação, ou por uma solução da mesma, que foi escolhida equivocadamente.
A Sondagem pode ser um estudo fundamental para prevenir problemas estruturais.
Neste texto relataremos como identificar os problemas estruturais, se é possível resolvê-los, e como evitar o aparecimento das rachaduras ou trincas nas estrutura, além de mostrarmos como a sondagem pode ser fundamental para evitar esses problemas.
O que pode ser rachaduras nas paredes?
As trincas, fissuras ou rachaduras encontradas nas paredes, podem ser a manifestação de problemas nas estruturas da edificação, mas podem ser também apenas procedimentos normais das construções como: dilatação térmica, deformação sob carga ou elasticidade do edifício.
Dilatação Térmica
A dilatação térmica é a reação do concreto ao tempo e sua temperatura, sob a influência de calor, o concreto se dilata, quando submetido ao frio, se contrai.
Quando se aquece o concreto, seu comprimento varia, essa variação é representada pelo coeficiente de dilatação térmica, este coeficiente no entanto diminui com o tempo, fazendo com que o edifício se mute menos com o passar dos anos.
Esse fenômeno pode resultar em rachaduras nas paredes e colunas da estrutura, porém são fissuras normais em quaisquer construções, sendo algo que não necessita um cuidado especial, apenas monitoramento para identificar se essas trincas aumentam muito durante um certo período.
Deformação sob carga
O concreto como toda a matéria sólida, se deforma sob carga.
Mas esta deformação aumenta com o tempo de carga
As deformações elásticas são instantâneas e reversíveis, as deformações obtidas lentamente, são permanentes e irreversíveis.
Elas também causam as rachaduras nas paredes e colunas, porém também são normais na maioria dos casos.
A Lei
A jurisprudência estabelecida pelo STJ significa que, mesmo passado os 5 anos de garantia da obra, os mutuários podem entrar na Justiça para pedir reparo ou indenização quando o imóvel apresentar problemas estruturais.
Como identificar se existe um problema estrutural na casa e aprender a resolvê-lo.
Uma rachadura na parede pode ser apenas um defeito estético e normal das edificações ou um problema estrutural, mas como posso resolvê-lo?
Primeiro é preciso saber que pode-se encontrar trincas, fissuras ou rachaduras nas paredes e estruturas e ser apenas eventos normais derivadas da dilatação térmica ou do peso sob carga.
Além disso é impossível afirmar um motivo sem antes se fazer uma análise, pois cada uma das construções apresentam particularidades.
Fissuras
Se o problema se manifestar através de uma fissura, provavelmente é um fato normal na maioria das edificações e não há com o que se preocupar.
Normalmente ela irá atingir apenas a pintura e a terminará na massa corrida, ou seja, tem pouca profundidade.
Trincas
Já quando o assunto são trincas temos um aumento na gravidade do problema.
Neste caso, há um aumento na espessura, fazendo com que ela tenha entre 1 a 3 mm.
Com essa abertura mais acentuada é preciso contratar um profissional para resolver o problema, já que ela pode afetar a estrutura da edificação.
Rachaduras
Por fim temos a rachadura, que pode ser bem mais grave e requer uma atenção imediata.
Sua espessura é maior que 3 mm, o que significa que ar e água passam com facilidade pela cavidade, isso faz com que a abertura acabe aumentando, o que pode afetar toda a estrutura da edificação.
Como posso evitá-las?
As causas para esse tipo de problema são diversas, podendo ser especificamente do tipo de solo ou fundação do local, além de outros fatores.
Mas existem problemas gerais que causam esses tipos de fenômenos.
Dilatação térmica: Neste caso, partes da edificação que ficam expostas ao tempo dilatam e retrai, devido ao sol, calor, chuva e frio, causando fissuras, trincas e até rachaduras.
Problemas na execução da obra: Quando por algum motivo o projeto estrutural não é seguido fielmente, ou não existe esse projeto, a má execução da obra pode gerar problemas a curto e longo prazo.
Comprometimento estrutural: Ele ocorre quando há um excesso de carga na estrutura;
Problemas na impermeabilização: Ela pode ocorrer com elementos estruturais, ou a execução do sistema hidráulico pode ser ruim, o que vai causar infiltrações, gerando posteriormente rachaduras.
Problemas com a acomodação da edificação: Isso porque, quando se constrói, existe um período de acomodação ao solo.
Não seguir as especificações dos materiais de revestimento: Todos os materiais de construção possui um método de uso, do ínicio ao final, desde a tinta, reboco, até massa corrida, quando não seguido, faz com que esses materiais não tenham retração.
Não respeitar o tempo de cura do concreto: Isso pode não dar a resistência necessária à edificação.
Quando devo me preocupar e como resolver o problema?
Mesmo com pequenas fissuras é importante ficar atento,isso porque se ela aumentar será preciso chamar um engenheiro estrutural para investigar a causa do problema e, em seguida, achar a melhor solução para resolvê-lo
Da mesma forma que são muitos os motivos para a existência de fissuras, trincas e rachaduras, também não são poucas as soluções.
Por isso, é importante contratar um profissional especializado para resolver o problema.
A execução também é importante para que isso não aconteça.
Fique sempre atento à sua obra e, caso não execute, exija do profissional o acompanhamento da obra.
Como a Sondagem pode ajudar nos problemas estruturais?
Previamente a Sondagem pode ajudar com a escolha da fundação correta, depois de finalizado o estudo de solo, e com os resultado em relatório em mãos, é analisado a resistência do solo, fator que é fundamental para a escolha de um tipo de fundação que suporte e seja correta para a estrutura.
O que é Sondagem Rotativa?

O que é Sondagem Rotativa?
A Sondagem Rotativa é o ensaio realizado quando se constata a presença de rochas na composição do subsolo.
Trata-se do mais completo estudo disponível para a Geologia de Engenharia já que, por meio desta investigação, a equipe de sondagem consegue retirar, recuperar e analisar o tipo de rocha, o que é determinante para que se defina o tipo de fundação mais adequado à construção.
Para que serve a Sondagem Rotativa?
Por meio da Sondagem Rotativa, é possível perfurar e reconhecer os solos e rochas que compõem as camadas do subsolo de um determinado terreno.
Com base na análise dessas informações, a caracterização do solo-rocha fica muito mais precisa, o que é de extrema importância para o trabalho da Engenharia Civil (já que muitos empreendimentos são erguidos justamente sobre as camadas de rocha).
Sondagem Rotativa passo a passo
O trabalho de Sondagem Rotativa inicia-se com a Sondagem à Percussão (SPT) até que se alcance a camada de rochas.
Em seguida, com o uso de sondas rotativas, a equipe de profissionais continua o trabalho de penetração para retirar amostras (também chamadas testemunhos) da rocha atravessada, podendo atingir grandes profundidades.
Para isso, é de extrema importância contar com sondadores especializados, além dos equipamentos, acessórios e ferramentas adequados, para garantir maior recuperação das amostras de rocha, ainda que os materiais perfurados e coletados sejam frágeis.
Levadas para o laboratório, as amostras coletadas são analisadas e classificadas conforme a petrografia geral por um geólogo especializado, que leva em conta os parâmetros geotécnicos específicos para este trabalho, como os graus de alteração, coerência, fraturamento, RQD (Rock Quality Designation), indicativo da qualidade de maciços rochosos, classificação geológica e classificação de descontinuidades.
O que é um relatório de Sondagem Rotativa?
Os relatórios gerados a partir dessa análise trazem informações detalhadas da planta do local, bem como os pontos de sondagem perfurados somados aos perfis geológicos e geotécnicos de cada sondagem.
Além disso, apresentam também as demais informações da obra, como número, inclinação e rumo da sondagem; cota do furo e lençol freático (quando alcançado o nível d’água); profundidade e cotas na vertical; diâmetros de sondagem e profundidade dos revestimentos; comprimento de cada manobra; número de golpes SPT (levantados na fase inicial da sondagem, quando solo); recuperação dos testemunhos; alteração; coerência; fraturamento; RQD; descontinuidades; classificação; e interpretação geológica.
As amostras de rocha são devidamente catalogadas e ficam à disposição dos clientes.
Órgãos de Regulamentação, o que é o CONFEA e o CREA?

Órgãos de Regulamentação, o que é o CONFEA e o CREA?
O (CONFEA) é o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, e o CREA são os Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia.
O CONFEA é responsável pela as fiscalizações e incumbências no âmbito Federal, e os CREAs por regiões específicas.
CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA (CONFEA)
O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) é um conselho de fiscalização profissional, não sendo entidade de classe, na forma de autarquia pública, responsável pela regulamentação e julgamento final no Brasil das atividades profissionais relacionadas às classes que abrange:
Engenharia, Agronomia, bacharéis em Geografia, Geologia e Meteorologia, possuindo mais de trezentos títulos profissionais, nos níveis técnico e superior (tecnólogo, licenciado e bacharel), além de anotar também títulos de pós-graduação.
Foi instituído em 1966 por decreto do presidente Castelo Branco pela lei n° 5194/66.
No dia 31 de dezembro de 2010, o presidente Luís Inácio Lula da Silva, sancionou a lei n° 12.378, criando o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), separando a profissão de arquiteto deste conselho.
Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia (CREA)
Os Conselhos regionais de Engenharia e Agronomia (CREA) são entidades pertencentes à esfera estadual e constituem a manifestação regional do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), sendo responsáveis pela fiscalização do exercício das profissões da área tecnológica em âmbito regional.
O CREA exerce o papel de primeira e segunda instância, verificando, orientando e fiscalizando o exercício profissional com a missão de defender a sociedade da prática ilegal das atividades abrangidas pelo sistema CONFEA/CREA.
Com a necessidade de fiscalizar o exercício profissional dos engenheiros, arquitetos e agrimensores com mais eficiência e em todo o território brasileiro, em 23 de abril de 1934 foi aprovado a criação dos conselhos regionais e assim foi determinado a divisão do território nacional em 8 regiões:
1.ª região – Compreendendo os Estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí e o território do Acre. Sede – Belém;
2.ª região – Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Sede – Distrito Federal;
3.ª região – Bahia, Sergipe e Alagoas. Sede – Salvador;
4.ª região – Minas Gerais e Goiás. Sede – Belo Horizonte;
5.ª região – Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal. Sede – Distrito Federal;
6.ª região – São Paulo e Mato Grosso. Sede – São Paulo;
7.ª região – Paraná. Sede – Curitiba, o único que nasceu independente;
8.ª região – Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Sede – Porto Alegre.
O que é o Crea-SP?
Crea-SP é a sigla que identifica o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo – o maior Conselho de Fiscalização de Exercício Profissional da América Latina e provavelmente um dos maiores do mundo.
O Crea-SP é responsável pela fiscalização de atividades profissionais nas áreas da Engenharia, Agronomia, Geologia, Geografia e Meteorologia, além das atividades dos Tecnólogos e Técnicos Agrícolas.
O CREA SP fiscaliza, controla , orienta e aprimora o exercício e as atividades profissionais da Engenharia Civil, Engenharia Ambiental, Engenharia Sanitarista, Engenharia de Infraestrutura Aeronáutica, Engenharia Hídrica, Engenharia Elétrica, Engenharia de Computação, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia Eletrônica e Eletrotécnica, Engenharia Mecânica, Engenharia Industrial, Engenharia de Produção, Engenharia de Operação, Engenharia Metalúrgica, Engenharia Aeronáutica, Engenharia Naval, Engenharia Química, Engenharia de Alimentos, Engenharia de Materiais, Engenharia Têxtil, Geologia, Engenharia de Minas, Engenharia de Geologia, Engenharia de Agrimensura, Engenharia Cartográfica, Geografia, Agronomia (ou Engenharia Agronômica), Engenharia Florestal, Engenharia Agrícola, Engenharia de Pesca, Engenharia de Aquicultura, Meteorologia e Engenharia de Segurança do Trabalho, além das atividades dos Técnicos Agrícolas e Tecnólogos.
Como se processa a fiscalização do Conselho:
Os Agentes Fiscais do Crea-SP, lotados em doze Regiões Administrativas distribuídas no Estado, realizam pesquisas internas e externas, além das diligências de rotina pelas ruas das cidades onde atuam.
O Crea-SP realiza essas diligências de rotina com sua frota própria de veículos, equipados com tecnologia de monitoramento e processamento de dados de última geração.
Elas se constituem em visitas dos Agentes Fiscais a obras, de empresas privadas ou de órgãos públicos, para verificação da responsabilidade técnica pelos serviços executados nas áreas de Engenharia, Agronomia e afins.
Segundo a legislação, a responsabilidade técnica sobre obras e serviços nas áreas citadas só pode ser atribuída a profissionais habilitados com registro no Crea-SP.
Quando a obra não conta com responsável técnico, ou quando o “responsável técnico” identificado é um leigo, o Crea-SP parte para uma ação mais objetiva: o Agente Fiscal, constatando realmente a irregularidade, procede à lavratura da Notificação e, quando necessário, do Auto de Infração.
Quando este Auto não é atendido dentro das exigências da Lei, o Crea-SP gera um processo administrativo, conforme a tipificação pertinente à atividade e/ou irregularidade encontrada.
Para compreender melhor esse fluxograma de fiscalização, veja como se divide a Estrutura do Crea-SP:
Estrutura Básica: responsável pela criação de condições para o desempenho integrado e sistemático das finalidades do Conselho Regional, sendo composta por órgãos de caráter decisório ou executivo, compreendendo: Plenário, Câmaras Especializadas, Presidência, Diretoria e Inspetorias;
Estrutura de suporte: responsável pelo apoio aos órgãos da Estrutura Básica nos limites de sua competência específica, sendo composta por órgãos de caráter permanente, especial ou temporário compreendendo: Comissões Permanentes, Comissões Especiais, Grupos de Trabalho e Órgãos Consultivos;
Estrutura auxiliar: responsável pelos serviços administrativos, financeiros, jurídicos e técnicos, tem por finalidade prover apoio para o funcionamento da Estrutura Básica e da Estrutura de Suporte, para a fiscalização do exercício profissional e para a gestão do Conselho Regional.
A Estrutura Auxiliar é coordenada, orientada e supervisionada pelas Secretarias e pelo Gabinete da Presidência, e seus serviços são executados pelas Superintendências, responsáveis pela gestão das respectivas áreas de atuação.
Fonte: https://www.creasp.org.br/
O que é Instrumentação Geotécnica?

A Instrumentação Geotécnica tem a função de fornecer dados, obtidos através de medições, que ajudam engenheiros, calculistas e projetistas em qualquer estágio de uma obra. Nesse trabalho, as principais grandezas medidas são:
Nível de Água Subterrânea;
Poropressão;
Deslocamentos verticais e horizontais;
Deformações;
A instrumentação geotécnica ou monitoramento geotécnico oferece a aquisição de dados para ajudar os engenheiros e projetistas, em todos os estágios de um projeto. Afinal, é a partir da identificação das condições do local em questão que uma obra pode ser realizada ou não, ter maior complexidade ou não, além de determinar quais procedimentos são mais adequados para determinado terreno.
Através da instrumentação geotécnica podemos obter parâmetros importantes como: Poro pressão, permeabilidade do solo, estabilidade de talude e encosta, profundidade do lençol freático, entre tanto outros.
É importante verificar se as hipóteses planejadas irão apresentar o comportamento esperado.
Por conta disso, a uma boa instrumentação é essencial, tanto nas fases iniciais quanto nas fases seguintes de uma obra, inclusive após o termino da obra.
A instrumentação tem por objetivo verificar hipóteses de projeto para checar o comportamento previsto, permitindo rever a necessidade de modificá-lo nas demais fases, de forma a monitorar os efeitos da construção, bem como os riscos e rupturas evitáveis. Por meio da instrumentação é possível detectar, com antecedência, eventuais problemas estruturais – o que possibilita tomar providências em tempo hábil, que minimizarão gastos e desperdício de recursos.
A instrumentação é feita a partir da instalação de equipamentos de medição, que são posicionados em pontos de interesse. Os principais equipamentos utilizados são:
Referencial de Nível Profundo – ou BenchMark;
Tassômetros;
Placas de Recalque;
Pinos de Recalque;
Marcos Refletivos;
Inclinômetros;
Indicadores de Nível de Água;
Piezômetros – Casa Grande e Elétricos;
Extensômetros;
Medidores de Convergência.
O que é Sondagem a Trado?

A Sondagem a Trado é realizada para o simples reconhecimento do solo e consiste basicamente na coleta de amostras que permitam distinguir o tipo de solo e de camadas de subsolo.
Constituído por uma haste metálica acoplada à sua extremidade, o trado é operado manualmente para que se obtenha informações relativamente simples e iniciais, como a verificação do nível d’água.
A Geositu Sondagens realiza um processo mais veloz, simples e econômico, a sondagem a trado manual.
Que geralmente penetra apenas em camadas de solo com baixa resistência e acima do nível d’água.
A penetração do solo é realizada com os operadores girando uma barra horizontal integrada a algumas hastes verticais e a broca.
É necessário retirar a broca, após algumas rotações (5 ou 6), para retirar o material que fica acumulado.
O material coletado passa por muitas mudanças durante o processo, por esse motivo a amostragem, normalmente é feita metro a metro, observando e anotando as profundidades onde essas mudanças ocorrem.
A Sondagem a Trado é muito utilizada para a definição do nível do lençol freático.
O resultado do trado manual, sempre será de amostras deformadas, pois o solo não mantém as mesmas características físicas quando retirado do contato com a natureza.
O que é Ensaio de Permeabilidade?

Ensaio de Permeabilidade, executado em furos de sondagem a percussão, genericamente conhecido por ensaio de infiltração, tem por finalidade a determinação do coeficiente de permeabilidade do solo.
O Ensaio de Permeabilidade in-situ é utilizado para calcular a estimativa de vazão que infiltrará através das camadas de solo a serem estudadas.
Ensaio de permeabilidade é um procedimento realizado em furos de sondagem em projetos de geologia de engenharia e engenharia ambiental.
Consiste na medição da absorção de água, em um intervalo limitado pelo fundo da perfuração e o limite inferior do tubo de revestimento, visando à determinação dos coeficientes de permeabilidade do terreno em estudo.
O Ensaio de Permeabilidade in-situ é utilizado para calcular a estimativa de vazão que infiltrará através das camadas de solo a serem estudadas.
Ou seja, ele permite conhecer quanto de água pode ser absorvido dependendo da espessura das camadas e do tipo de solo, o que é de fundamental importância para a construção de escavações, barragens, obras de drenagem, rebaixamento de aquíferos, adensamentos e etc.
Juntamente com o ensaio de perda d’água sob pressão (aplicável em sondagens rotativas), constitui o conjunto de ensaios de permeabilidade executados em furos de sondagens, mais comumente utilizado no campo para a caracterização hidro geotécnica dos terrenos naturais.
Este ensaio, normatizado conforme o boletim da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental, é realizado no próprio furo de sondagem, a partir de um tubo de revestimento de diâmetro Ø 21/2”.
Uma vez que as camadas do solo ensaiado estão saturadas (quando acima do nível d’água), inicia-se as leituras de absorção em intervalos de tempo variados.
O relatório gerado após esta análise apresenta o chamado Coeficiente de Permeabilidade K (cm/s), utilizado pelos calculistas para atestar a segurança do terreno e/ou obra.
Classificação do ensaio de permeabilidade
O Ensaio de Permeabilidade pode ser classificado de acordo com o modo que é realizado:
Ensaio de Infiltração: aplica-se uma carga hidráulica, mantendo o nível d’água sempre constante;
Ensaio de Rebaixamento: aplica-se uma carga hidráulica e acompanha seu rebaixamento (nível variável);
Ensaio de Recuperação: rebaixa-se o nível d’água e acompanha a sua recuperação;
Ensaio de bombeamento: descarrega-se o aquífero, medindo-se a vazão necessária para manter o nível d’água constante;
O ensaio de permeabilidade mais comum e utilizado é o ensaio de infiltração, pois apresenta menor dificuldade de execução e necessita de aparelhos simples para sua realização.
O resultado do ensaio de permeabilidade (infiltração) é apresentado em PE (perda d’água específica), ou em K (permeabilidade), sendo os valores expressos em l/min.m.kgf/cm², para PE e cm/s para K.
Ensaio de permeabilidade para sumidouros
Para dimensionamento de sumidouros, é necessário a determinação da capacidade de absorção do terreno que receberá esta estrutura.
Para determinação da capacidade de absorção do solo é necessário realizar ensaios de infiltração (ensaio de permeabilidade), seguindo os preceitos da ABNT NBR 7229/1993 – “Determinação da capacidade de absorção do solo”, a qual prevê dois modos de realização, em cova prismática ou em cova cilíndrica.
Em covas cilíndricas, utiliza-se a sondagem a trado manual, com diâmetro de 30 cm, em profundidades determinadas a partir de um pré-dimensionamento do sumidouro.
Os resultados obtidos no ensaio de infiltração da NBR 7229/1993 são expressos em L/m².dia, sendo denominado coeficiente de infiltração do solo.
O que é um Poço de Monitoramento?

Um poço de monitoramento é um poço usado para a obtenção de amostras de água subterrâneas.
Ele é construído para que, dependendo das exigências do local, sejam coletadas periodicamente amostras das águas subterrâneas, que são submetidas a análises químicas e físico-químicas para sua avaliação.
Onde são construídos os poços de monitoramento?
Os poços de monitoramento são construídos usualmente em locais que exigem um contínuo acompanhamento da qualidade da água do solo.
Esses lugares normalmente são feitos nas proximidades de locais que servem como depósito de resíduos poluentes, como lixões, aterros sanitários ou nas imediações de estações de tratamento, com a finalidade de detectar eventuais vazamentos.
Quantos poços de monitoramento são necessários para examinar a qualidade da água em um local?
Normalmente, mais de um.
O mais comum é a construção de mais de um poço de monitoramento para que a qualidade da água em um ponto seja avaliada e comparada com a qualidade da água em um ponto adiante.
Para poder monitorar a qualidade da água que percorre o lençol freático e o lençol artesiano sob um terreno de um depósito de resíduos sólidos, normalmente é construído um poço de monitoramento no ponto do lençol anterior à travessia do solo que pode estar contaminado e outros poços de monitoramento após ter percorrido o solo que pode estar afetado.
O que pode ser avaliado com a construção de um poço de monitoramento?
A coleta das águas subterrâneas permite que análises químicas, físico-químicas e biológicas sejam feitas a partir dessas amostras coletadas.
Dessa forma, é possível caracterizar a qualidade da água de um aquífero e avaliar seu potencial de uso e quais soluções são necessárias.
Com esses poços também é possível monitorar o nível da água para avaliar, por exemplo, se não há variações que possam afetar um terreno e se caso isso acontecer, procurar assim, as melhores soluções civis, também a presença de agentes contaminantes no local, tanto das águas quanto do solo.
O passo a passo dos Poços de Monitoramento
Com o trado, penetra-se o solo e o subsolo até que se alcance o nível d’água. Neste furo, é introduzido um tubo corrugado, perfurado e revestido com manta de bidim (PVC Geomecânico ou Aço Inox tubo liso rosqueável). Por fora, filtros e pré-filtros são colocados de maneira a possibilitar a passagem de água e, ao mesmo tempo, impedir a passagem de solos argilosos, que podem ocasionar o entupimento; na parte inferior, por sua vez, uma tampa rosqueável é colocada para vedar a extremidade.
A parte superior é fechada com tampa metálica e cadeado, de forma que uma câmara de calçada dá acesso ao poço para a coleta de água ou de vapor.
Os poços de monitoramento são executados pela Geositu Sondagens conforme as normas técnicas NBR 145.492/2007 – Sondagens de reconhecimento para qualidade do solo; NBR 13.495/2007 (Parte 01) – Poços de monitoramento de águas subterrâneas em aquíferos granulares – construção; NBR 15.495/2008 (Parte 2) – Poços de monitoramento de águas subterrâneas em aquíferos grandes – desenvolvimento.
São essas as normas que determinam os materiais a serem utilizados, a composição a ser identificada e controlada, e os procedimentos de coleta e análise dos contaminantes.
Elas também determinam ainda que o pré-filtro utilizado no processo deve ser especificado pelo tamanho dos grãos e selado com bentonita, um tipo de argila que é expansiva ao contato com a água, para evitar a entrada de contaminantes.
Os poços de monitoramento devem ser executados por equipe técnica qualificada e sob a orientação e responsabilidade de um profissional habilitado e respaldado por um documento ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).
Qual é a norma técnica que regula a construção de poços de monitoramento?
A construção de poços de monitoramento é regulamentada pela norma da ABNT NBR 15495-1 (2007), que especifica as características tanto de projeto quanto de construção de poços de monitoramento.
O que é Ensaio SPT? (Sondagem SPT)

O Ensaio SPT é basicamente o ensaio feito para a Sondagem SPT, ou Sondagem á Percussão.
Esse tipo de ensaio é o método mais utilizado no Brasil para investigação de solo e determinação da solução para fundação mais correta e adequada.
O Ensaio SPT, ou Standart Penetration Test (SPT) é feito com o propósito de se obterem índices de resistência à penetração do solo.
Sendo essencial para se identificar as características do solo analisado e assim poder se chegar a um relatório de Sondagem mais completo e correto, dando continuidade ao processo da obra.
O Ensaio SPT consiste no reconhecimento dos tipos de solos e as respectivas espessuras de cada camada do terreno.
Se obtém as amostras do solo, medida de índices de resistência, além da penetração e execução de vários ensaios In Situ.
Como é executado o ensaio SPT?
O Ensaio SPT inicialmente mede a resistência de uma camada de solo de um metro medindo o número de golpes com um martelo que são necessários para penetrar trinta centímetros, chamados de N SPT.
Os resultados desse ensaio são bons para solos com algum grau de resistência, e são ruins quando falamos de solos moles.
O Ensaio SPT pode ser feito de forma manual e mecanizada.
Na execução manual, necessita haver uma uniformidade nos golpes, para que o resultado seja correto, pois a resistência do solo é medida pelo números de golpes necessários para descer a penetração.
Qual a função do ensaio SPT?
A partir da Sondagem à Percussão e seus resultados, é possível, por exemplo, determinar com precisão o tipo de fundação necessária à cada empreendimento.
Tais como predial, estabilização de taludes, encostas e obras de terra.
Via de regra, este é o primeiro ensaio solicitado e realizado diante da necessidade de determinar parâmetros de resistência à penetração, nível do lençol freático e o perfil geológico do subsolo.
Caso apresente resultados pouco consistentes, pode demandar a realização de uma nova campanha de ensaios, que sejam mais específicos para a determinação das soluções.
Os resultados do Ensaio SPT são entregues em forma de relatório.
O que é o Ensaio CPTU e CPT?

Ensaio CPTu
Os ensaios de penetração do cone com medida de poropressão são considerados internacionalmente como uma importante ferramenta de prospecção geotécnica. No Brasil, o método é normatizado pela ABNT- NBR 12069/91 – Solo – Ensaio de penetração de cone in-situ (CPT).
O método consiste em cravar no terreno uma ponteira cônica (60° de ângulo de abertura) a uma velocidade constante de 20 mm/s. A penetração do cone é realizada com a utilização de um equipamento de cravação, devidamente ancorado no solo ou com peso de reação suficiente para a realização do ensaio. As leituras dos ensaios são efetuadas a cada 2 cm de profundidade e as informações coletadas são as seguintes:
Resistência à penetração da ponta (qc);
Resistência por atrito lateral (fs);
Poropressão u2, utilizando-se um elemento poroso de bronze, localizado na base do cone;
O ensaio de CPT/CPTU pode fornecer, através de correlações, as seguintes características dos terrenos investigados:
Coeficiente de adensamento (Ch e Cv);
Resistência não drenada (Su);
Ângulo de atrito efetivo de areias (Ø’);
História de tensões (tensão de pré-adensamento, OCR);
Coeficiente de permeabilidade (K);
Módulo de deformação cisalhante (G0);
Coeficiente de deformabilidade (mv);
Ensaio CPT
O ensaio CPT consiste na cravação estática lenta de um cone mecânico ou elétrico que armazena em um computador os dados a cada 20 cm. O cone alocado nesta bomba hidráulica é penetrado no terreno a uma velocidade de 2 cm por segundo. O próprio equipamento, por ser hidráulico, crava o cone no terreno e funciona como uma prensa. Depois de cravado, ele obtém os dados de forma automática e o próprio sistema captura os índices e faz o registro contínuo desses dados ao longo da profundidade. Esse método de investigação do solo fornece:
a resistência de ponta (qc);
a resistência do atrito lateral (fs);
a correlação entre os dois (Fr, medida em %) – que permitem a identificação do tipo de solo.
Equipamento: O equipamento hidráulico deve ser colocado no canteiro. Esse equipamento deve estar acoplado a um caminhão e, portanto, será necessário espaço suficiente . O cone que será cravado no solo poderá ter uma ponteira elétrica ou mecânica;
Posicionamento da ponteira de cravação: Deverá estar na vertical, para que o eixo da composição dos tubos externos coincida com o da aplicação de esforços;
Execução: Já com a ponteira cravada no solo, a penetração atingirá uma profundidade de 2 cm por segundo. O sistema captura os índices.
Quantidade de registros: O valor referente a cada componente de resistência de interesse deverá ser documentado, no mínimo, a cada 20 cm de avanço da ponteira;
Quanto à profundidade da ponteira: Deverá ser observada e medida a cada novo registro;
Quanto aos resultados: Todos os dados do que foi executado durante o ensaio devem ser apresentados. Dessa forma, no relatório deverão constar:
Descrição dos trabalhos;
Descrição da aparelhagem;
Apresentação do resultado de aferição do sistema de medição dos esforços;
Planta de locação detalhada dos pontos apresentados em escala – contendo dados planialtimétricos e gráfico dos valores de componentes de resistência em função da profundidade e em escala apropriada para ensaio cone (resistência de
Sondagem de solo – Qual tipo devo fazer?

A Sondagem de solo é um método utilizado para a investigação das características do solo.
A Sondagem de solo é utilizada como a etapa inicial das obras de construção civil, tendo como objetivo desvendar o solo do terreno escolhido, antes de se iniciar qualquer tipo de obra no mesmo.
Com a Sondagem de solo é possível saber características do solo como:
– Resistência
– Qualidade dos elementos
– Quantidade dos elementos
– Nível d’água
Essas variáveis são calculadas a partir da análise de amostras do solo em questão, coletadas provenientes de perfurações realizadas em campo.
Após essa coleta, as amostras são levadas a laboratório e analisadas por geólogos, que pontuam e indicam as características encontradas a partir do estudo feito.
Porém dentre os estudos de solo, existem vários tipo de sondagem que variam de acordo com a profundidade necessária, o tipo de solo e o tipo de edificação que pretende ser construída.
Vamos aos tipos mais comuns e que são usadas normalmente em obras civis e domésticas.
Sondagem SPT ou Sondagem a Percussão
A Sondagem SPT ou Sondagem a Percussão são o mesmo tipo de sondagem.
A Sondagem SPT é o tipo de Sondagem mais popular no Brasil, indicada para pequenas e médias construções, ela normalmente costuma atender as necessidades da maioria das obras.
A Sondagem SPT é indicada tanto para obras de apenas 2 furos(minimo recomendado pela abnt), quanto para obras de quantidade ilimitada de pontos.
Rachaduras, trincas e fissuras, qual a diferença?

É considerado comum que as construções de alvenaria e concreto apresentem rachaduras, trincas ou fissuras com o passar do tempo. Isso se deve muito à baixa elasticidade destes materiais e que, por isso, são mais suscetíveis às movimentações da estrutura.
As estruturas se movimentam devido as ações do tempo e exposição as condições climáticas. Este é um problema recorrente, e mesmo depois de intervenções para correção, eventualmente elas aparecem de novo. As fissuras surgem quando a força no material é maior que a sua capacidade de resistência, e as trincas são formas de diminuir as tensões.
Sendo assim, quanto maior for a resistência aplicada na estrutura, maior essas fissuras vão ser. Porém quando essas trincas, rachaduras ou fissuras começam a ser maiores, pode ser sinal de que a construção está com problemas estruturais.
Rachaduras, trincas e fissuras, qual a diferença entre as três?
Em termos técnicos, a nomenclatura mais correta é fissura e trinca, e elas são classificadas conforme o tamanho da sua abertura. Segundo a norma de impermeabilização, a NBR 9575:2003, as microfissuras têm abertura inferior a 0,05 mm. As aberturas com até 0,5 mm são chamadas de fissuras e acima de 0,5 mm e menores de 1,0 mm são chamadas de trincas.
O termo rachadura é uma expressão mais popular, que é usado para denominar quando as fissuras ou trincas tem uma abertura mais ampla. Outra diferença na classificação das fissuras é se elas são ativas ou passivas. As aberturas ativas variam conforme as mudanças de tensões.
Um exemplo de fissura ativa é aquela causada pela dilatação e contração térmica. Quando a fissura não varia ao longo do tempo ela é chamada de fissura passiva. Independentemente do tamanho e do tipo, as fissuras e trincas são indicativos que a estrutura está sob tensão. As normas de desempenho de concreto preveem as aberturas devido à natureza do material, e, portanto fissuras maiores merecem atenção.
1. Causas de fissuras e trincas nas edificações
O que são recalques de Fundação?
Os recalques diferenciais de fundação são algumas das causas mais recorrentes de fissuras e trincas nas edificações. A principal manifestação desta patologia são as fissuras em ângulo aproximado de 45º que normalmente aparece nos cantos de portas e janelas. O recalque acontece quando existe diferença de adensamento do solo, assim diferentes partes da edificação acabam se “rebaixando”.
Quando maior é a diferença dos pontos de recalque, maior será o problema para a construção.
Quando é preciso ficar alerta?
Esse tipo de fissura já é previsto, pois é praticamente impossível prever todos os recalques de fundação. Quando as fissuras começam a ficar cada vez maiores, é preciso ligar o sinal de alerta.
Primeiramente, pois essas aberturas são pontos críticos de infiltração, e podem comprometer a parede tanto interna quanto externamente. Além disso, trincas grandes são indicativas de problemas mais sérios de fundação.
O que devo fazer?
Os primeiros passos que o profissional deve tomar estão relacionados à identificar a causa e real gravidade do problema.
Em geral, é preciso tomar os cuidados de correção e consequentemente selagem das fissuras, principalmente para evitar os problemas decorrentes da infiltração de água.
Entenda como acabar com a infiltração:
2. Variação Térmica
A variação térmica é a causa mais comum das fissuras ativas. As diferenças de temperatura causam dilatação e contração dos materiais e, quando não são feitas as juntas de dilatação, surgem as fissuras.
É possível notar esse tipo de patologia nas paredes, e principalmente no teto onde a incidência e a área são maiores.
É muito comum vermos as fissuras ocorrem próximo do encontro das lajes com a alvenari.
Quando devo me preocupar?
Novamente, são fissuras de certa forma esperadas. O que não pode ocorrer é o aumento constante dessas trincas, de forma que a alvenaria seja comprometida de forma irreversível. O profissional deve investigar as causas das fissuras, e avaliar como elas estão se comportando.
O que devo fazer?
Se as juntas de dilatação não foram feitas durante a execução da estrutura, é essencial que sejam feitas neste momento. As juntas funcionam como um ponto de alívio de tensões, e a estrutura pode se movimentar sem comprometer a segurança e estabilidade da edificação.
3. Retração do Concreto
O concreto e as argamassas em geral, como sabemos, devem passar por um processo de cura, popularmente conhecido como “secagem”. É preciso respeitar esse período, pois durante o processo de cura a perda muita rápida de água causa a retração, e consequentemente fissuras.
É por isso que é recomendado manter a superfície da laje úmida após a concretagem, por exemplo. Da mesma forma, os prazos de execução de trabalhos de emboço e reboco devem obedecer às recomendações das normas técnicas, evitando assim maiores problemas com as trincas.
Quando devo me preocupar?
As fissuras de reboco e emboço devido a retração excessiva durante o processo de cura não apresentam um risco estrutural, mas podem acabar comprometendo o acabamento e revestimento final.
O que devo fazer?
Quando as fissuras nas paredes e teto estiverem perceptíveis, é uma boa prática refazer o revestimento, dessa vez respeitando os prazos estabelecidos por norma para a seqüência de execução dos trabalhos.
Já em relação às fissuras nos elementos estruturais, a recomendação é procurar ajuda profissional para fazer a avaliação dos riscos.
Rachaduras na Estrutura
Em relação às rachaduras e grandes trincas nos elementos estruturais (vigas, pilares, lajes e fundação) é preciso entender que se trata de um problema muito sério.
As rachaduras podem surgir pelos mais diversos motivos, além dos já citados, a falha de execução, o uso de materiais de baixa qualidade, a falta de manutenção preventiva, fenômenos naturais como fortes chuvas, ventos, abalos sísmicos, falha de dimensionamento de projeto.
Portanto, ao identificar grandes aberturas nas estruturas procure ajuda profissional imediatamente – se você é síndico, não deixe de inspecionar o prédio periodicamente para identificar as rachaduras o quanto antes. E principalmente, não tente resolver o problema com as próprias mãos, e utilizando técnicas e materiais inadequados com o risco muito grande de agravar ainda mais o problema.